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Novo terminal de Macaé soma investimentos de R$ 1,5 bilhão e aposta na retomada da indústria de petróleo

Em meio às sinalizações de retomada da indústria nacional de óleo e gás, o momento é de fundar as bases para o futuro. Mais uma vez, as atenções do setor recaem sobre a cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, que poderá reconduzir o mercado a um novo patamar de crescimento junto aos novos investimentos que devem ser feitos ao longo dos próximos anos nos campos do pré-sal e em reservas maduras das bacias de Campos e Santos. É com esse foco que um novo projeto começa a sair do papel: o Terminal Portuário de Macaé (TEPOR), que irá iniciar suas obras em 2017 e tem orçamento previsto de R$ 1,3 bilhão.

Conduzido pela EBTE Engenharia, o projeto busca se consolidar como uma plataforma de apoio a produtores offshore da região e deve iniciar suas operações em 2020, com foco também na diversificação de atividades para atuar em diferentes mercados. De acordo com o gerente comercial da EBTE, Ricardo Lagares, a empresa já negocia parcerias com operadores e outros potenciais investidores, em um projeto que abrange também a instalação do Complexo Logístico e Industrial de Macaé (CLIMA), loteamento de 6,3 milhões de m² para a instalação de companhias interessadas em atuar na região.

O objetivo, afirma Lagares, é impulsionar uma nova leva de investimentos no polo fluminense do setor de petróleo, garantindo uma expansão mais sustentável da cadeia industrial em uma região estratégica para o mercado nacional. “Com as medidas anunciadas pelo governo federal e a tendência de alteração do marco regulatório do pré-sal, Macaé tem tudo para continuar sendo a capital nacional da indústria do petróleo nos próximos anos.”

Qual é a expectativa de retorno financeiro com o projeto? Quando ele está previsto para recuperar os investimentos?

Projetos de infraestrutura deste tipo têm prazos de retorno de médio a longo prazos, e esta é nossa expectativa.

A EBTE já vem negociando possíveis parcerias para o projeto?

Sim, temos conversado com diversos potenciais parceiros do empreendimento, entre prestadores de serviços, operadores e fundos de investimento. Mas, por enquanto, preferimos não citar nomes, já que estamos em negociações.

Como a empresa vê a tendência para a retomada de negócios na região?

Com as medidas anunciadas pelo governo federal e a tendência de alteração do marco regulatório do pré-sal, Macaé tem tudo para continuar sendo a capital nacional da indústria do petróleo nos próximos anos, e poderá ter um novo ciclo de crescimento. Só que agora com mais planejamento e de forma mais sustentável, com a construção do TEPOR e do CLIMA- Complexo Logístico e Industrial de Macaé, além de outros projetos que também estão sendo desenvolvidos na região.

Como a empresa planeja se adaptar para atender às demandas que devem crescer na região, com o aumento nos projetos de renovação de campos maduros?

Exatamente para atender esta demanda é que estão sendo implantados o CLIMA e o TEPOR, que permitirão a construção de novas instalações em terra e operações portuárias eficientes e com custo altamente competitivo, aproveitando toda a especialização da cidade de Macaé e região.

Como será a estrutura de negócios para o TEPOR? A EBTE irá formar sociedades com as empresas que desejam atuar no terminal?

Esta estrutura ainda está sendo formatada. Porém, o mais provável é que os operadores participem da sociedade.

Que mudanças devem ser feitas para que Macaé não sofra com os mesmos problemas de planejamento do passado?

O poder público projetou um arco viário em Macaé, com a rodovia Santa Tereza (MC 88), em início de implantação, e a Rodovia Transportuária, cuja implantação vai começar em 2017. Assim, o CLIMA e o TEPOR, em função de suas localizações estratégicas, vão contribuir para que o novo ciclo de crescimento da cidade ocorra de forma organizada e sustentável.

Como a EBTE tem dialogado com o governo da cidade nesse sentido? Existe um planejamento para beneficiar a população local?

O CLIMA e o TEPOR têm recebido apoio de todos os segmentos da sociedade de Macaé e cidades vizinhas. A EBTE mantém entendimentos constantes com todos os segmentos governamentais. Existem diversos programas previstos, de capacitação e treinamento de mão de obra, sociais, ambientais, etc., que serão implementados durante a implantação dos projetos. Contudo, os maiores benefícios serão os novos empregos gerados e o aumento da arrecadação de impostos, que possibilitarão um melhor atendimento à população.

Qual deverá ser o carro-chefe do novo terminal?

O TEPOR foi projetado para ser um porto de apoio offshore em 2012, quando o projeto foi iniciado. Ao longo destes quatro anos, e em função da atual realidade econômica do país, a EBTE está estudando a possibilidade de diversificação das atividades do TEPOR. Assim que este levantamento for concluído, o que deverá ocorrer em julho, provavelmente, será divulgado ao mercado.

A empresa tem uma meta de faturamento com o TEPOR?

Justamente em função desse estudo para diversificação das atividades no Terminal, a projeção de faturamento ainda não foi concluída.

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