Petróleo

Negócio de petróleo e gás a montante da Total impulsiona recuperação do 1º trimestre

A Total em 29 de abril reportou uma forte recuperação no primeiro trimestre em seu negócio de petróleo e gás a montante, com preços mais altos levando a quase o triplo do nível de lucro operacional ajustado no segmento em comparação com um ano atrás, mas também observou a contínua volatilidade do mercado e margens de refino “muito ruins”.

A Total também reportou lucro operacional ajustado recorde de sua divisão de “energia e energia integrada, que inclui seu negócio de GNL. As vendas de GNL da empresa ficaram estáveis em relação a um ano atrás, em 9,9 milhões de mt, mas a empresa disse que mais do que dobrou sua capacidade instalada de geração de energia renovável no último ano de 3 GW para 7,8 GW, e a divisão como um todo gerou 8% a mais em lucro operacional ajustado.

A principal previsão francesa de que sua produção de petróleo e gás permaneceria estável em 2021 em comparação com os níveis de 2020, embora a produção de hidrocarbonetos do primeiro trimestre tenha caído 7% no ano, a 2,86 milhões de b/d de óleo equivalente, dentro dos quais a produção líquida caiu 11%, para 1,51 milhão de b/d.

A queda na produção a montante deveu-se a reduções no âmbito do acordo OPEP+, que prejudicou volumes do Cazaquistão, Nigéria e Emirados Árabes Unidos, bem como manutenção norueguesa não planejada, disse a Total.

Mas a empresa também se beneficiou de uma recuperação na Líbia e do crescimento de novos projetos, notavelmente Culzean e Johan Sverdrup no Mar do Norte, Russkoye do Norte no norte da Rússia e do campo sub-sal de Iara do Brasil.

“O grupo mantém sua expectativa de produção estável de hidrocarbonetos em 2021 em relação a 2020, beneficiando-se da retomada da produção na Líbia”, disse a Total.

O CEO Patrick Pouyanne prosseguiu dizendo que a divisão upstream “capturou totalmente o preço mais alto do petróleo e forneceu uma forte contribuição de fluxo de caixa de US$ 3,8 bilhões”, observando a decisão da empresa de avançar no projeto de petróleo do Lago Albert, com um acordo assinado em 11 de abril sobre o projeto do Oleoduto de Petróleo Bruto da África Oriental.

Pouyanne também destacou que o lucro ajustado do trimestre foi maior do que o mesmo trimestre de dois anos antes, em 2019, reforçando as esperanças de recuperação. No entanto, “o ambiente petrolífero permanece volátil e dependente da recuperação da demanda global, ainda afetada pela pandemia COVID-19”, acrescentou a empresa.

Sublinhando o estado precário do refino europeu, a Total disse que as margens de refino europeus eram 80% menores do que um ano antes, em US$ 5,3/mt, refletindo uma queda de 2 milhões de b/d na demanda europeia por produtos refinados, para 13 milhões de b/d.

A Total reduziu sua produção de refinarias em 38% globalmente e 81% na França, para 1,15 milhão de b/d e 114.000 b/d, respectivamente, pois trabalha para reduzir a capacidade ou converter instalações em produção de combustível renovável. Os resultados ruins de refino foram, no entanto, compensados pelo forte desempenho petroquímico e pelo marketing e serviços “resilientes”, disse a Total.

No geral, a Total reportou um aumento de 69% no lucro líquido ajustado, para US$ 3 bilhões no trimestre.

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