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MME prevê erguer mais seis usinas nucleares

O governo prevê a construção de seis novas centrais nucleares de geração de energia no Brasil, além da usina de Angra 3, até 2050. Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, os seis empreendimentos somarão 6,6 mil megawatts (MW) de capacidade instalada e demandarão investimentos de aproximadamente US$ 30 bilhões.

A previsão para a expansão da geração de energia nuclear estará incluída no Plano Nacional de Energia (PNE) 2050, previsto para ser divulgado em 10 de dezembro. Segundo Barros, a localização dos novos empreendimentos ainda não foi definida.

“Pretendemos considerar a oportunidade de se fazer mais seis reatores nucleares. O PNE 2050 vai dar essa sinalização”, disse o secretário, durante evento sobre o futuro do setor elétrico, promovido pela Fundação Coge, no Rio. “É fundamental que ele [potencial de geração de energia nuclear] seja colocado em um centro de consumo importante e, com isso, nós teremos energia fundamental e estratégica para o país”, completou.

Segundo ele, a construção de usinas nucleares no país também faz parte de uma visão estratégica para o país. “Esse aspecto também é fundamental porque a geração da energia nuclear ancora todos os movimentos estratégicos e tecnológicos que vêm [do uso da tecnologia nuclear] na área de medicina, na área de agricultura. Investir nisso é mais uma visão estratégica de país do que propriamente a utilização de uma fonte, até porque o Brasil dispõe também de outras fontes de geração de energia.”

Para o presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades (Abdan), Celso Cunha, a projeção do MME está dentro das estimativas da entidade. Segundo ele, porém, mais importante do que a previsão para o PNE 2050 é ter uma sinalização para uma nova usina nuclear no PDE.

“Estávamos imaginando que o MME fosse anunciar quatro [centrais nucleares], no pior cenário, e oito, no melhor cenário. Se a previsão é de seis, isso é reflexo da economia e do próprio crescimento do consumo energético do país”, afirmou Cunha. “Mas 2050 é um cenário muito longínquo. É um bom balizador. O PDE é mais executável. Para nós, o mais importante é que o [plano] decenal comece a refletir essas novas usinas.”

Com relação à Angra 3, cujas obras foram interrompidas em setembro de 2015, Barros reafirmou que a retomada da construção do empreendimento, de 1.405 MW, está prevista para meados de 2020. A terceira usina nuclear brasileira continua prevista para iniciar a operação em janeiro de 2026.

No evento, Barros contou que as versões preliminares do PNE 2050 e do Plano Decenal de Energia (PDE) 2029 serão divulgadas e colocadas para consulta pública em 10 de dezembro. “É fundamental que os investidores tenham uma noção para os próximos dez anos”, disse o secretário.

Com relação ao PDE atual, com horizonte até 2027, Barros contou que a capacidade instalada de energia elétrica total do Brasil deve crescer dos atuais 167 mil MW para 209 mil MW ao fim do período.

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