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Ministro da Economia do Brasil confiante com a aprovação da reforma tributária

Desacordo político interrompeu as deliberações sobre a reforma tributária no Congresso Nacional, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta-feira (3 de dezembro). No entanto, em evento promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), ele disse estar confiante em fechar um acordo para aprovar a proposta.

“Acho que faremos um acordo rapidamente. Pode ser retomado agora ou mais tarde, mas a verdade é que estamos fazendo essa reforma ”, declarou o ministro durante conferência online com empreendedores da construção.

Sobre o impacto da reforma tributária na arrecadação de estados e municípios, Guedes disse não acreditar que a aprovação trará prejuízos para as prefeituras. A recuperação da economia brasileira do estágio mais severo da pandemia COVID-19 aumentará as receitas localmente, argumentou.

Importações

Guedes disse que o governo está de olho no abastecimento da indústria, acrescentando que pode reduzir temporariamente as tarifas de importação para evitar escassez em alguns setores, caso as matérias-primas se tornem escassas. A medida teria o mesmo modelo de desoneração tributária da importação de até 400 mil toneladas de arroz, que se estende até o final deste ano.

“Estamos de olhos abertos para essa possibilidade. Estamos dando um tempo. A indústria não está paralisada devido à escassez de suprimentos. Estamos aguardando a chegada do alto-forno, do aço, das embalagens ”, acrescentou.

Na visão do ministro, os problemas de abastecimento são temporários. Ele observou que eventuais dificuldades enfrentadas pela indústria na tentativa de obtenção de materiais têm um lado positivo e podem ser vistas como um sinal de recuperação da economia.

“É melhor ter um problema de demanda forte para ter que buscar suprimentos, do que o contrário, que é um superávit de estoque ao longo de toda a cadeia produtiva, ao invés de ter pedidos a entregar”, declarou.

Reabertura

O governo está disposto a acelerar a abertura comercial do país, destacou Guedes, reduzindo as tarifas de importação. A independência do Banco Central, continuou ele, ajudaria a conter a inflação no caso de uma inundação de produtos importados. Nesse cenário, a autoridade monetária aumentaria os juros em caso de excesso no consumo de produtos estrangeiros.

No início do mandato, Guedes havia declarado que promoveria a abertura comercial aos poucos, após a aprovação de reformas para reduzir a tributação da folha de pagamento. Em troca, a equipe econômica pretende fazer uma contribuição sobre as transações digitais, mas o projeto, divulgado em audiência pública, ainda não foi submetido ao Congresso.

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