Energia

Ministro alerta para crise de energia com seca recorde

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O ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, alerta que a crise energética do país é pior do que se pensava, já que uma seca recorde atrapalha a geração de energia hidrelétrica.

Em um discurso nacional televisionado na terça-feira, antecipando-se ao noticiário noturno, Albuquerque disse que a crise havia se agravado, com as reservas de água em usinas hidrelétricas já no nível mais baixo em 91 anos de registros. 

“Hoje volto para informar que nossas condições hidrelétricas pioraram”, disse Albuquerque. “A estação das chuvas no sul foi pior do que o esperado. Como resultado, os reservatórios de nossas usinas hidrelétricas no sudeste e centro-oeste sofreram uma redução maior do que o esperado. ”

Ele disse que por causa da estiagem, o Brasil perdeu uma produção hidrelétrica igual à consumida pela cidade do Rio de Janeiro em cinco meses. A energia hidrelétrica é a maior fonte de energia do Brasil.

Enfatizando que os brasileiros devem fazer todo o possível para reduzir o uso de energia para aliviar a crise, Albuquerque disse que as agências do governo federal foram orientadas a reduzir o consumo de eletricidade em 20 por cento.

No início do dia, o ministério anunciou que o governo aumentaria os preços da energia devido à seca, com os consumidores afetados pagando em média 6,78 por cento a mais pela eletricidade a partir de 1º de setembro. Os reguladores já aumentaram os preços várias vezes devido à seca.

O país teve que importar eletricidade de seus vizinhos e aumentar a geração de energia em usinas que usam combustíveis fósseis, o que é mais caro, disse Albuquerque.

O ministério disse ainda que aprovou incentivos para que os consumidores reduzam voluntariamente o consumo de energia.

Albuquerque apelou aos brasileiros para que façam melhor uso da luz natural do que da elétrica e diminuam o uso de chuveiros elétricos, ar-condicionado e ferros de passar.

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