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Mineradora brasileira suspende linha férrea de minério de ferro

A Vale informou nesta segunda-feira que suspendeu trechos de minério de ferro em parte da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), uma das duas principais ferrovias do Estado de Minas Gerais que transporta produtos de minério de ferro para exportação e atende siderúrgicas em Minas Gerais e Estados do Rio de Janeiro.

A Vale informou em comunicado que o ramal de Belo Horizonte entre as áreas de Sabará e Barão de Cocais foi suspenso como medida de precaução contra a ameaça de um deslizamento de terra.

Um serviço de trem de passageiros operando na linha entre a capital do estado de Belo Horizonte e a cidade de Dois Irmãos já havia sido suspenso desde 16 de maio.

A Vale, que opera a EFVM sob concessão, disse que está avaliando alternativas para minimizar o impacto na rede.

O galpão fica próximo ao poço da mina Gongo Soco, em Barão de Cocais, Minas Gerais, onde a Vale identificou movimentos recentes na encosta norte da estrutura e não está mais explorando o local.

A Vale disse que a suspensão parcial da rede era uma exigência da Agência Nacional de Mineração (ANM) e que a suspensão permanecerá em vigor até que a Vale tenha feito outras avaliações de risco.

A EFVM movimenta minério de ferro das principais minas do sudeste de Minas Gerais para o porto de Vitória, onde a Vale opera o complexo tubarão de plantas de pelotização e terminais de exportação.

O carvão metalúrgico entra em Vitória, principalmente dos EUA e da Austrália, para a entrega das usinas integradas de Minas Gerais, Usinas de Usina, em Ipatinga, e Gerdau Açominas, de Ouro Branco.

Desde o desastre da barragem de Brumadinho, na Vale, no final de janeiro, as usinas de pelotização de minério de ferro em Minas Gerais foram desativadas, pois as barragens são desativadas.

Isso vinha levando as fábricas brasileiras a garantirem as pelotas de Tubarão e os embarques de São Luís, no nordeste do Brasil, que precisam ser protegidos dos portos.

A Vale disse que a mina e a represa de minério de ferro Gongo Soco são monitoradas 24 horas por dia.

A mina fica a leste do complexo Feijao, que explodiu e cuspiu rejeitos de minério de ferro matando centenas de funcionários e civis.

A Vale informou em seu site que a ferrovia Vitória-Minas tem 905 km de extensão e transporta 115 milhões de toneladas por ano de minério de ferro. A ferrovia também transporta carvão, grãos, fertilizantes e produtos siderúrgicos.

Cerca de 40% do frete geral no Brasil passa pela EFVM.

A EFVM está vinculada à MRS, uma ferrovia privada de propriedade da Vale e da CSN, que transporta principalmente minério de ferro para os terminais do Rio de Janeiro.

A EFVM também se conecta à ferrovia da FCA em Minas Gerais, que fornece conexões vitais para a EFVM e a MRS para vincular as redes e servir sites em todo o estado.

As usinas siderúrgicas da CSN e da CSA no estado do Rio de Janeiro dependem de suprimentos ferroviários de minério de ferro.

A escassez, particularmente de pelotas de origem local, atingiu a indústria com dificuldade, já que a logística de alternativas aumentou os custos. 

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