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Mercado offshore do Brasil em recuperação, diz novo relatório

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A recuperação econômica do mercado brasileiro de petróleo e gás em águas ultraprofundas está em andamento, de acordo com um relatório recente da Evercore ISI.

Em seu último Offshore Rig Market Snapshot (julho de 2021), a empresa de consultoria observou que três contratos de prazo flutuante foram assinados para o Brasil na semana encerrada em 15 de julho, com a Petrobras renovando dois navios de perfuração em águas ultraprofundas e a PetroRio assumindo uma plataforma semissubmersível UDW mais tarde neste ano.

No geral, Evercore diz que 10 flutuadores foram contratados para o Brasil no ano até agora, por quase 17 anos de sonda. Destacam-se quatro desses flutuadores contratados pela Petrobras, sendo os outros seis contratos destinados à Karoon Energy (dois), Equinor, PetroRio, Shell e TotalEnergies.

“Acreditamos que a tão esperada recuperação do Brasil está bem encaminhada”, comentou o relatório, “com a contagem de sondas da Petrobras chegando ao mínimo em cerca de 20, enquanto a contagem de sondas não operadas por PBR deve aumentar” de dois para cinco. Seis operadores não PBR respondem por um total de oito anos de sonda atualmente, ante um operador por menos de 10 meses de carteira há um ano.

Separadamente, o relatório observa que a Schlumberger, TechnipFMC, NOV e Baker Hughes receberam diversos contratos brasileiros no mês passado. A Subsea Integration Alliance da SLB garantiu um contrato importante para o desenvolvimento do Bacalhau da Equinor, enquanto a TechnipFMC recebeu seu primeiro contrato iEPCI (árvores, tubos flexíveis e umbilicais) no Brasil para o campo Patola da Karoon, bem como pedidos de árvores para os projetos da Petrobras em Búzios 6-9.

Da Petrobras, TechnipFMC e Baker Hughes receberam pedidos de manifolds submarinos para Marlim e Voador, enquanto a NOV e a Baker Hughes estarão compartilhando a mega licitação de tubos flexíveis por mais de 450 km no valor de quase US $ 1 bilhão. As propostas continuam pendentes da Petrobras para sistemas SPS e SURF baseados em risers rígidos para Búzios 6/7 e Mero 4; um FPSO para a bacia de Sergipe-Alagoas; bem como plataformas em águas profundas para o desenvolvimento de Búzios e jackups para trabalhos de P&A.

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