Economia

Mercado de IPO do Brasil bate novo recorde

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Baixas taxas de juros, uma recuperação econômica da pandemia de COVID-19 e altos níveis de interesse na indústria de gestão de dinheiro local em todo o país levaram a um ano recorde para o mercado de oferta pública inicial (IPO) no Brasil – e ainda há quase um -terceiro do ano para ir.

As empresas brasileiras levantaram mais de US $ 11 bilhões (57 bilhões de reais) por meio de 42 listagens, de acordo com um relatório da Bloomberg. Isso já é maior do que o recorde do Brasil para um ano inteiro de 53,6 bilhões de reias em 60 ofertas de IPO, que foi estabelecido em 2007.

As ações da Raízen SA, que é lastreada pela Royal Dutch Shell Plc e Cosan SA, começarão a ser negociadas na quinta-feira (5 de agosto), colocando 2021 no topo da lista. No geral, o número de IPOs no Brasil aumentou mais de 400 por cento em comparação com um ano atrás, ultrapassando o aumento dos EUA de 110 por cento em IPOs, de acordo com o relatório.

Mais de 20 empresas brasileiras estão se preparando para oferecer IPOs, com a Oncoclinicas, uma prestadora de assistência médica de propriedade da Goldman Sachs, programada para definir o preço de sua oferta na sexta-feira (6 de agosto).

O Brasil está vendo uma enxurrada de fusões e aquisições, com negócios quase quadruplicando para US $ 34 bilhões desde o ano passado, informou a Bloomberg News em junho.

Enquanto isso, a emissão de ações por empresas no Brasil saltou 83 por cento para 69,6 reais, ou US $ 13,6 bilhões, com as empresas levantando capital nos mercados de ações públicas e buscando alvos para aquisição.

O que está acontecendo no Brasil faz parte de uma onda recorde de fusões e aquisições pelo mundo. Como PYMNTS relatado anteriormente, esta tendência decorre de baixas taxas de juros, aumento dos preços das ações e um aumento no interesse em setores que tiveram um bom desempenho durante a pandemia COVID. US $ 532 bilhões em negócios foram anunciados em maio, o maior já registrado naquele mês.

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