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Marfrig planeja redução de 43% nas emissões diretas até 2035, diz executivo

A Marfrig Global Foods MRFG3.SA, maior produtora de hambúrgueres do mundo, disse que espera alcançar uma redução de 43% nas emissões diretas de seu processo de empacotamento de carne e consumo de energia até 2035, disse um executivo da empresa.

Este é o primeiro produtor brasileiro de carne a entrar na lista de quase 1.000 membros do Science Based Targets, uma iniciativa internacional que ajuda as empresas a definir metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, disse a Marfrig, a ação é em parte uma reação às demandas dos investidores, disse o chefe de Sustentabilidade da Marfrig, Paulo Pires.

“No exterior, vemos que os clientes estão mais exigentes”, disse Pires.

O anúncio ocorre em um momento em que o governo brasileiro enfrenta críticas crescentes sobre sua política ambiental.

A indústria brasileira de carne bovina também se encontra na mira dos ambientalistas, com terras desmatadas na Amazônia geralmente utilizadas para a criação de gado.

No início deste ano, o grupo de defesa do Observatório do Clima previu que o Brasil poderia produzir de 10 a 20% mais gases que causam o aquecimento global em 2020 devido ao desmatamento e à agricultura.

O Marfrig disse que a empresa também quer reduzir em 35% suas emissões indiretas, provenientes de fornecedores, até 2035.

O produtor de carnes está promovendo parcerias para incentivar os pecuaristas a usarem melhoramento genético, aumento da produtividade e redução do tempo de abate o que reduz a emissão de gás metano do gado, entre outras iniciativas, disse Pires.

Em julho, a empresa lançou um programa para ter 100% da cadeia produtiva livre de desmatamento nos próximos dez anos. Em agosto, a empresa deu início à primeira linha de carnes neutras em carbono do Brasil  Viva.

Até o final do ano, a empresa planeja lançar uma carne de baixo carbono, com compensação de emissões proveniente da integração lavoura-pecuária, disse Pires.

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