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Maior produtor de petróleo da China deixará operações no Ocidente por medo de sanções

A maior produtora offshore de petróleo e gás da China, CNOOC Ltd., está se preparando para sair de suas operações na Grã-Bretanha, Canadá e Estados Unidos, devido a preocupações em Pequim de que os ativos possam ficar sujeitos a sanções ocidentais, disseram fontes do setor.

Os laços entre a China e o Ocidente estão há muito tensos por questões comerciais e de direitos humanos, e a tensão cresceu após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que a China se recusou a condenar.

Os Estados Unidos disseram na semana passada que a China pode enfrentar consequências se ajudar a Rússia a evitar sanções ocidentais que incluem medidas financeiras que restringem o acesso da Rússia a moeda estrangeira e dificultam o processamento de pagamentos internacionais.

A CNOOC não comentou imediatamente.

As empresas fazem revisões periódicas de seus portfólios, mas a saída que está sendo preparada ocorreria menos de uma década depois que a estatal CNOOC entrou nos três países por meio de uma aquisição de US$ 15 bilhões da canadense Nexen, um acordo que transformou a campeã chinesa em líder global. produtor.

Os ativos, que incluem participações em grandes campos no Mar do Norte, Golfo do México e grandes projetos canadenses de areias betuminosas, produzem cerca de 220.000 barris de óleo equivalente por dia (boed), segundo cálculos da Reuters.

No mês passado, a Reuters informou que a CNOOC havia contratado o Bank of America para se preparar para a venda de seus ativos no Mar do Norte, que incluem uma participação em um dos maiores campos da bacia. 
A CNOOC lançou uma revisão de portfólio global antes de sua listagem pública planejada na bolsa de valores de Xangai no final deste mês, que visa principalmente explorar financiamento alternativo após o fechamento de suas ações nos EUA em outubro passado, disseram as fontes. 

A de listagem foi parte de um movimento do governo do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em 2020, que visava várias empresas chinesas que Washington disse serem de propriedade ou controladas pelos militares chineses. A China condenou a medida.
A CNOOC também está aproveitando a alta nos preços do petróleo e do gás, impulsionada pela invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro, e espera atrair compradores à medida que os países ocidentais buscam desenvolver a produção doméstica para substituir a energia russa.

À medida que procura deixar o Ocidente, a CNOOC procura adquirir novos ativos na América Latina e África, e também quer priorizar o desenvolvimento de grandes e novas perspectivas no Brasil, Guiana e Uganda, disseram as fontes.
‘A PAIN’ A

CNOOC está tentando vender ativos “marginais e difíceis de gerenciar” na Grã-Bretanha, Canadá e Estados Unidos, disse uma fonte sênior do setor à Reuters.

Todas as fontes falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto.

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