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Leilão de petróleo no Brasil atrai pouco interesse

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Apenas cinco dos 92 blocos offshore em oferta aqui quinta-feira no primeiro leilão de direitos de petróleo do Brasil desde antes do início da pandemia Covid-19 atraíram propostas, gerando apenas 37,1 milhões de reais (US $ 7 milhões) em receitas para o tesouro.

A Royal Dutch Shell PLC adquiriu quatro blocos e uma participação de 70 por cento em um quinto em parceria com a Ecopetrol SA da Colômbia.

A vitória no leilão desta quinta, 7, consolida a Shell  como a maior investidora estrangeira desse setor no País. A empresa foi a única multinacional a apresentar oferta na 17.ª rodada de licitações de áreas exploratórias. Seria a única vencedora, não fosse a parceria com a colombiana Ecopetrol para arrematar um dos cinco blocos que levou na Bacia de Santos. Dos R$ 37,14 milhões pagos em bônus de assinatura na concorrência, 95% saíram da Shell.

“O leilão demonstra mais uma vez a continuidade de nossos investimentos no Brasil, que já responde por 13% da produção mundial de óleo e gás da empresa”, afirmou o presidente da Shell Brasil, André Araujo, em comunicado após o leilão.

Na produção de petróleo e gás, ela já está na frente das concorrentes estrangeiras. É a segunda maior produtora de petróleo no Brasil, só atrás da Petrobras (SA:PETR4). Extrai 466 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), comparados aos 2,8 milhões da estatal. Essa dianteira foi assumida em 2018, com a compra da britânica BG, líder mundial em gás natural. O gás está no centro da estratégia da petrolífera anglo-holandesa para fazer frente à transição energética. A Shell usará boa parte do gás que vai extrair do pré-sal como insumo nas usinas térmicas em construção em Macaé (RJ) – um projeto de R$ 2,5 bilhões desenvolvido com a Mitsubishi Hitachi Power e o Pátria Investimentos, operador da usina.

A visão de especialistas é de que, ao adquirir as áreas no leilão de ontem, a Shell confirmou seu projeto de integrar seus ativos no País. Isso porque os cinco blocos arrematados são próximos de outros comprados em leilões anteriores. Na Bacia de Santos, está localizado seu maior projeto no Brasil – o campo de Libra, no pré-sal, operado pela Petrobras. Ela ainda possui outros 11 ativos na região.

“Nossa experiência acumulada em Santos nos dá uma vantagem competitiva. Com o conhecimento acumulado em dez anos ou mais, fizemos uma análise técnica e econômica que nos levou à direção a que a gente foi e a testar uma área ainda pouco explorada no Brasil”, afirmou o vice-presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto, em entrevista à agência de notícia Epbr, após o leilão.

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