Energia

JBS do Brasil promete zerar emissões líquidas de efeito estufa até 2040

A JBS SA, maior frigorífica do mundo, se comprometeu a zerar o balanço de suas emissões globais de gases de efeito estufa até 2040, disse a empresa nesta terça-feira, em meio a críticas ao seu papel em uma indústria de carne brasileira que impulsiona a floresta tropical destruição.

“Sabemos que é muito difícil conseguir isso”, disse o presidente-executivo Gilberto Tomazoni em entrevista. “Vai desafiar toda a empresa.”

A JBS disse em 2019 que suas próprias operações produzem cerca de 4,6 milhões de toneladas de emissões de carbono de instalações industriais e 1,6 milhão de toneladas do uso de energia.

Mas cerca de 90% das emissões globais da JBS vêm de sua cadeia de suprimentos, disse Tomazoni, sem dar um número específico. Ele disse que a criação tradicional de gado emite 40-45 toneladas de carbono equivalente por tonelada de carne produzida.

O Brasil é o lar de um dos maiores rebanhos comerciais do mundo, e novas fazendas de gado são um grande impulsionador do desmatamento na floresta amazônica, um baluarte essencial contra as mudanças climáticas catastróficas.

O metano, um subproduto natural da digestão em vacas e outros ruminantes, também é uma importante fonte de emissões de gases de efeito estufa. Cerca de um terço das emissões de gases de efeito estufa da produção agrícola, excluindo a mudança no uso da terra, vem do metano liberado pelas vacas, de acordo com o World Resources Institute, com sede em Washington.

A meta de 2040 anunciada pela JBS vem em meio a uma reação crescente de consumidores e investidores que ameaçam boicotar ou desinvestir de empresas que contribuem para o desmatamento no Brasil.

Como parte de seu plano, a JBS prometeu investir US $ 1 bilhão na próxima década em inovações destinadas a reduzir as emissões de carbono em suas operações globais. O compromisso também envolve o pagamento de ações de reflorestamento e restauração florestal.

A empresa também prometeu parar de processar gado proveniente de áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia até 2025 e em outros biomas brasileiros até 2030. Essas metas também refletem quando a JBS será capaz de rastrear seus fornecedores diretos e seus fornecedores.

No longo prazo, a JBS disse que a adoção da pecuária intensiva irá substituir as fazendas que agora dominam a abordagem atual do Brasil, ajudando a reduzir as emissões.

A JBS disse também que usará 100% de energia renovável em todo o mundo até 2040, enquanto a remuneração variável dos executivos será medida em relação ao cumprimento das metas ambientais. 

Voltar ao Topo