Economia

Jair Bolsonaro chama governadores ‘tiranos’ sobre novo bloqueio, diz ‘hora de reabrir a economia’

O presidente  Jair Bolsonaro descreveu como “tiranos” governadores e prefeitos que impuseram bloqueios para conter o surto de coronavírus.

Dirigindo-se a apoiadores nas comemorações de seu aniversário em Brasília, ele disse que seu governo fez tudo que estava ao seu alcance e que agora era a hora de reabrir a economia.

Na semana passada, o principal instituto de saúde do país, Fiocruz, alertou sobre um colapso histórico do serviço de saúde no Brasil

Ele disse que as unidades de terapia intensiva em hospitais estão ficando sem capacidade.

Bolsonaro, que tinha 66 anos no domingo, tem se oposto sistematicamente às medidas de quarentena, argumentando que o dano colateral à economia seria pior do que os efeitos do próprio vírus.

A maneira como Bolsonaro lidou com o surto gerou críticas generalizadas tanto no país quanto no exterior.

Em um desenvolvimento separado, o ministério da saúde do Brasil disse no domingo que estava suspendendo a exigência de que as autoridades locais reservassem metade de seus estoques de vacinas para as segundas doses.

O ministro da Saúde cessante, Eduardo Pazuello, disse que o objetivo era fazer com que pelo menos uma dose de vacina para o número máximo de pessoas o mais rápido possível, de acordo com a agência de notícias AFP.

O Brasil tem lutado com a implantação de seu programa de vacinação em todo o país. Até agora, ela tem usado a vacina Oxford-AstraZeneca e o CoronaVac da China, que exigem dois jabs.

O Brasil também fez pedidos das vacinas Pfizer-BioNTech, Johnson & Johnson e Sputnik V.

O Brasil tem o segundo maior número de mortes relacionadas à Covid do mundo – atrás apenas dos EUA.

Mais de 294.000 pessoas morreram desde o início da pandemia, com quase 12 milhões de infecções confirmadas, de acordo com a Universidade Johns Hopkins dos Estados Unidos.

Mais de 2.200 pessoas em média morrem de Covid no Brasil diariamente.

O último aumento de casos foi atribuído à disseminação de variantes altamente contagiosas do vírus.

O que disse o instituto de saúde do Brasil?

“A análise dos nossos pesquisadores sugere que é o maior colapso do hospital e do serviço de saúde da história do Brasil.”

As unidades da Covid-19 em todos, exceto dois dos 27 estados brasileiros, tinham capacidade igual ou superior a 80%, de acordo com a Fiocruz.

No Rio Grande do Sul, disse o instituto, não havia leitos de terapia intensiva disponíveis.

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