Economia

Inflação brasileira desacelera em janeiro, mas taxa de 4,5% ao ano segue forte

A inflação mensal no Brasil desacelerou em janeiro graças à queda nos preços da eletricidade, segundo dados oficiais divulgados na terça-feira, mas manteve-se elevada na comparação anual e significativamente acima da meta de final de ano do banco central.

Foi o terceiro mês consecutivo em que a taxa de inflação ao consumidor anual do IPCA ficou acima de 4%, tendo mais que dobrado em relação à baixa recorde abaixo de 2% em maio passado.

A taxa anual de 4,56% em janeiro ficou ligeiramente abaixo da previsão mediana de 4,61% em uma pesquisa da Reuters com economistas, mas foi a mais alta para qualquer janeiro desde 2017.

A meta do banco central para o final do ano é 3,75%, com uma margem de erro de 1,5 ponto percentual em ambos os lados.

A taxa mensal de inflação em janeiro foi de 0,25%, informou o IBGE, inferior aos 0,31% previstos em pesquisa da Reuters, com uma queda de 5,6% nos preços da eletricidade sendo o principal componente de uma queda geral de 1,07% nos custos de habitação.

Isso amenizou o impacto de mais uma forte alta dos preços de alimentos e bebidas, que subiram 1% no mês, informou o IBGE.

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