Naval

Hidrovias do Brasil pode parar navegação em Corumbá

Hidrovias do Brasil

A Hidrovias do Brasil pode ter que interromper a navegação na região de Corumbá, no rio Paraguai, uma vez que o baixo nível dos rios reduziu o tráfego na região no mês passado.

A Hidrovias do Brasil informou que a navegação foi restrita e irregular em setembro por causa do nível das águas bem abaixo da média histórica, já que o Brasil enfrenta sua pior seca em pelo menos 91 anos. A empresa informou que poderá ser forçada a interromper temporariamente o tráfego em outubro, caso as chuvas continuem com os baixos índices atuais, conforme projetado.

A navegação foi ininterrupta na região estratégica, na fronteira com a Bolívia e rio acima desde o Paraguai, até o mês de agosto. Até então, a empresa operava sob um plano chamado “Águas Baixas”, em que a Hidrovias do Brasil mobilizou suas embarcações de baixo calado de todo o país para operar na região. As últimas e piores condições de seca, no entanto, tornaram esta estratégia inviável.

A operação sul da Hidrovias do Brasil está ativa em quatro países da América Latina: Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, e abrange a hidrovia Paraguai-Paraná, por meio da qual são transportados grãos, fertilizantes, minério de ferro e celulose.

Transporte de minério de ferro

A Hidrovias do Brasil informou que uma de suas subsidiárias recebeu um pedido de uma subsidiária da mineradora Vale para fornecer oito comboios de barcaças para transportar minério de ferro em 2022, sob um contrato de 25 anos.

Com esta solicitação, a Hidrovias do Brasil espera movimentar o volume máximo previsto de cerca de 3.250t/ano de minério de ferro durante o período do contrato.

Voltar ao Topo