Economia

Guedes descarta risco de dominância fiscal no país

O governo do presidente Jair Bolsonaro gastou bilhões em medidas para combater a pandemia, enquanto o Banco Central cortou sua taxa de juros para uma baixa recorde. Embora essas políticas tenham estabilizado a demanda em meio à crise, o déficit fiscal e os níveis de dívida do país aumentaram.

As privatizações e a desalavancagem dos bancos públicos vão ajudar a reduzir a dívida pública, disse Guedes. Em um evento da Bloomberg na semana passada, ele afirmou que o Brasil não aumentaria tanto os gastos públicos se uma segunda onda da Covid-19 acontecer, e acrescentou que o governo vai priorizar a venda de quatro estatais no próximo ano.

Segundo a pesquisa Focus do Banco Central, analistas esperam que a economia contraia cerca de 4,7% este ano, em comparação com as previsões de uma queda de 6,5% no início de julho. Ao mesmo tempo, estima-se que a dívida pública se aproxime de 100% do PIB.

Os riscos fiscais pesam sobre a curva de juros e o câmbio, tanto que o real tem o pior desempenho entre as 16 principais moedas neste ano.

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