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Governo planeja aumento salarial de 5% para servidores públicos a partir de julho -fontes

O governo brasileiro planeja um aumento generalizado de 5% nos salários dos servidores públicos a partir de julho, na tentativa de encerrar protestos e greves que afetam os serviços públicos, disseram três fontes do Ministério da Economia nesta quarta-feira.

Segundo duas das fontes, que pediram anonimato para discutir deliberações privadas, o aumento custará ao governo federal cerca de 6 bilhões de reais (US$ 1,28 bilhão) este ano.

O Brasil tem um teto de gastos constitucional, então o governo terá que cortar outras despesas para aumentar os salários, já que o Congresso aprovou o orçamento de 2022 com apenas 1,7 bilhão de reais para esses aumentos. O governo também analisou opções dentro desse limite, incluindo aumentar os vales-refeição em 400 reais (US$ 85) para todos os funcionários, uma possibilidade que eles rejeitaram em grande parte.

Outra alternativa foi favorecer algumas categorias de funcionários públicos, incluindo os do banco central e da receita pública, que lideraram protestos ruidosos depois que o presidente Jair Bolsonaro disse no início deste ano que apenas funcionários públicos que prestam serviços de segurança pública poderiam receber aumentos.

Nos bastidores, funcionários do Ministério da Economia se opuseram fortemente a essa ideia, argumentando que privilegiar alguns poderia desencadear uma onda de novos protestos exigindo aumentos mais caros.

“O maior problema foi dar aumentos para uma categoria e não para outras”, disse uma das fontes familiarizadas com as discussões.

Muitos funcionários públicos não viram seus salários aumentarem em cinco anos e protestos ocorreram à medida que a inflação de dois dígitos corrói o poder de compra na maior economia da América Latina.

Uma greve de funcionários do banco central está atrasando a divulgação de dados econômicos, enquanto os auditores fiscais em protesto atrasaram o processamento de mercadorias que chegam ao Brasil.

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