Energia

Gerdau constrói estoques de aço em meio à crise de energia

A siderúrgica brasileira Gerdau tem trabalhado a plena capacidade para atender aos clientes e aumentar os estoques de aço em meio a uma crise de energia que coloca o país em risco de racionamento e apagão.

“Esse é um ponto de atenção e estamos monitorando de perto como vai se desenrolar. Mas é importante entender que essa crise é mais forte no Sudeste, e isso é importante porque temos unidades de produção em todo o país, o que nos dá mais flexibilidade para deslocar a produção, como fizemos na crise anterior “, disse Marcos Faraco, chefe das operações da Gerdau na América do Sul durante evento do Gerday Day em 2 de setembro.

O ministro de Minas e Energia do Brasil, Bento Albuquerque, alertou que a crise energética do país é pior do que se pensava, já que uma seca recorde atrapalha a geração hidrelétrica – a maior fonte de energia do Brasil. As reservas de água em usinas hidrelétricas já estão em seu nível mais baixo em 91 anos de registros.

“A temporada de chuvas no sul foi pior do que o esperado. Como resultado, os reservatórios de nossas hidrelétricas no Sudeste e Centro-Oeste sofreram uma redução maior do que o esperado”, disse ele em anúncio pela televisão.

Com um estoque maior de aço, a Gerdau poderá atender clientes no final deste ano e no início de 2022, caso a situação se agrave, disse o executivo.

De acordo com Faraco, a siderúrgica opera atualmente seu segmento de aços longos com 80% da capacidade. Em placas pesadas, está operando com 75% da capacidade, enquanto opera a todo vapor em sua planta de bobinas laminadas a quente.

A Gerdau possui geração própria de energia na usina Ouro Branco, no sudeste de Minas Gerais, que é capaz de suprir de 60% a 70% de sua demanda de energia. “Temos também a fábrica Dona Francisca, no sul do país, que também está integrada à nossa matriz energética no Brasil. Vamos preparar a organização para um cenário pior que o atual”, disse Faraco.

Segundo analistas do Credit Suisse, os impactos negativos de uma escassez ou racionamento de energia ainda seriam sentidos pelos clientes das siderúrgicas, “o que, em nossa opinião, pode se traduzir em embarques menores, mesmo que consigam evitar perdas de produção”.

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