Economia

Fronteira da soja no Brasil deve crescer no ritmo mais rápido em quatro anos

Os agricultores brasileiros do norte e do nordeste do país, regiões dominadas pela floresta amazônica e pelo Cerrado, devem expandir seus campos de soja em mais de 6% na safra 2020/21, a taxa mais rápida em quatro anos.

Previsões separadas das consultorias Arc Mercosul e AgRural mostram que, em termos percentuais, as regiões serão as que mais crescem em todo o Brasil para a soja, ambas as empresas prevêem que as regiões adicionem mais de 350.000 hectares (865.000 acres) nesta safra.

O norte e o nordeste incluem áreas consideradas de fronteira da agricultura brasileira, como a região predominantemente de savana conhecida como Matopiba – os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e a parte sul do estado amazônico do Pará.

Os campos de soja vão se expandir em áreas recém-desmatadas, pastagens previamente criadas e terras marginais, graças à lucratividade recorde do plantio de soja, disseram as consultorias, os preços futuros da soja nos Estados Unidos atingiram altas de dois anos na quarta-feira (16), estimulados pela demanda da China e de fundos financeiros.

Os defensores do meio ambiente dizem que substituir a vegetação natural por campos agrícolas aumentará as emissões de gases de efeito estufa e acelerará as mudanças climáticas.

Os agricultores dizem que a legislação brasileira permite que eles desmatem uma certa porcentagem de suas propriedades, que varia conforme a região.

O governo federal, por sua vez, elogiou os agricultores por alimentarem o mundo, o Brasil é o maior exportador global de soja e produtos relacionados.

Os produtores brasileiros que vendem em reais estão se beneficiando da fraqueza em relação ao dólar e já pré-venderam cerca de 50% da safra 2020/21, com plantio a partir deste mês na região Centro-Oeste.

“Com esses preços, a área crescerá onde puder”, disse o analista da AgRural Adriano Gome em entrevista.

A AgRural projeta um aumento de 6,4% na área de cultivo de soja no Norte e Nordeste, enquanto a Arc Mercosul espera um crescimento de 6,8%.

O centro-oeste, que inclui o estado mais produtor, Mato Grosso, deve agregar a maior área em termos absolutos, crescendo 2,8% ou 463.000 hectares.

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