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Falta de remédios causa aflição a moradores de Simões Filho

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Os paciente que dependem do fornecimento de medicamentos oferecidos gratuitamente nas farmácias dos postos e farmácia básica de saúde da prefeitura de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador (RMS), tem reclamado da falta de alguns itens considerados essenciais para atender os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A falta dos suprimentos em diversos postos de distribuição tem causado aflição à população.

De acordo com os pacientes, faltam medicamentos nos 16 postos de distribuição na cidade. Recentemente, a dona de casa, Marinalva Oliveira moradora do bairro Parque Continental buscou por colírio e um anti-alérgico e na Farmácia Básica foi surpreendida pela falta dos itens solicitados o que a deixou indignada com a situação. “Isso é um grande descaso, ninguém se preocupa com agente. Uma falta de respeito com ser humano como todo. Isso é no país inteiro, eles só querem meter a mão no dinheiro e não ligam para mais nada. Infelizmente hoje você nem pode requerer seus direitos”, falou em entrevista ao Fala Simões Filho.

A escassez de medicamentos e materiais para procedimentos também são reclamações dos pacientes que necessitam de atendimento odontológicos. Uma paciente que busca por atendimento há duas semanas reclama pela ausência de materiais e destaca que ainda assim, será realizada uma festa na cidade em comemoração aos 58 anos de emancipação política na qual criticou a gestão.

“Já tem mais de 15 dias que eu vou nos postos de saúde trás de medicamentos e não encontro, nem para pressão. O Posto daqui de Pitanguinha não tem atendimento de dentista há meses por falta de material. Quem sofre, somos nós pacientes. Mas no mês que vem é aniversário da cidade e vai vim bandas caras  para comemoração ao município e o povo está lá para prestigiar as atrações e a saúde em decadência, apesar que as verbas são mandadas para cada um e são mal administradas”, disse a Técnica em Logística, Sandra Santana, 40 anos

Apesar das inúmeras e recorrentes denuncias por parte da população, a prefeitura afirma que, há estoque suficiente para suprir toda a demanda, mas admite que duas distribuidoras encerraram contratos, deixando de fornecer parte dos lotes. Atualmente, a Prefeitura de Simões Filho possui um contrato com quatro empresas distribuidoras de medicamentos, investindo valor de R$ 500 mil mensalmente.

Em entrevista ao jornal A Tarde a secretária de Saúde de Simões Filho, Poliana Venas, à frente da pasta há seis meses, afirma que a gestão conseguiu nos últimos anos ampliar a qualidade dos serviços de saúde, e que inclusive atende moradores de cidades vizinhas que buscam atendimento na cidade, fato que tem criado uma procura superior ao esperado e nega a falta de medicamentos.

“Se eu tenho um serviço de qualidade, com uma ampliação de usuários, eu aumento também a saída de medicamentos. Como o Sistema Único de Saúde (SUS) é universal, não podemos negar acesso às urgências, emergências nem às farmácias básicas. Essa demanda impacta diretamente nos medicamentos e insumos do nosso município. Às vezes, acontece de, naquele momento, o paciente não encontrar, mas logo depois eles são repostos. Desconhecemos a falta de medicamentos”, defendeu a secretária.

 

 

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