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EUA pedem ação da ONU contra Irã por ataque a refinarias sauditas

Os Estados Unidos pediram nesta quinta-feira (20) para o Conselho de Segurança das Nações Unidas para tomar medidas contra o Irã pelo ataque contra refinarias de petróleo na Ária Saudita, em setembro deste ano.

“O Conselho de Segurança tem de responsabilizar o Irã”, defendeu a embaixadora americana na ONU, Kelly Craft, em uma reunião sobre a questão nuclear iraniana.

Craft lembrou que os EUA e outros países, como o Reino Unido, França e Alemanha, concluíram que o ataque de 14 de setembro à companhia petrolífera saudita Saudi Aramco foi realizado pelo Irã.

“Não há simplesmente outra explicação plausível”, insistiu a diplomata, que salientou que as provas excluem que os drones usados vieram de rebeldes iemenitas huthi, que originalmente reivindicaram a ação.

A ONU, que conduziu sua própria investigação, disse que não conseguiu confirmar independentemente quem estava por trás do ataque, mas observou que a versão oferecida pelos huthis não está de acordo com a realidade e que provas obtidas pelos EUA parecem descartar os militantes iemenitas.

Em seu discurso, Craft destacou que seu país não ficará parado enquanto o Irã, em suas palavras, “desestabiliza” o Oriente Médio, mas novamente deixou a porta aberta para uma negociação com Teerã para chegar a um acordo para substituir o pacto nuclear de 2015, abandonado pelo governo de Donald Trump. Teerã, por sua vez, salientou que não negociará “sob a ameaça da espada”, em referência à reinstituição de sanções decididas pelos EUA.

Segundo o embaixador iraniano, Majid Takht Ravanchi, Washington tem que escolher entre manter sua política de “máxima pressão” ou voltar ao acordo nuclear e optar pelo diálogo. As sanções, insistiu ele, são um “castigo coletivo” para os iranianos, especialmente os mais vulneráveis, e envolvem o “terrorismo econômico”.

Ravanchi também disse que seu país continua comprometido com o acordo nuclear e que os descumprimentos dos últimos meses são uma resposta às violações por parte dos EUA e são reversíveis. Entretanto, a Rússia, a China e, sobretudo, a União Europeia continuam tentando manter o acordo vivo.

O representante europeu na ONU, Olof Skoog, reafirmou que a comunidade internacional tem a responsabilidade de evitar o que chamou de colapso do acordo e lamentou a posição dos americanos e o caminho escolhido pelo Irã em resposta, o qual considera preocupante.

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