Petróleo

Enquanto grandes petrolíferas observam as águas profundas do Brasil, empresas menores aproveitam a oportunidade

À medida que empresas globais de petróleo fazem apostas cada vez maiores nos enormes campos de águas profundas do Brasil em sua área de “sub-sal”, um enxame de pequenas e médias empresas surgiu para se especializar em campos de baixo perfil que ainda produzem mais de um terço do petróleo bruto do país.

A proliferação de nichos de atuação, variando de empresas de private equity a empresas nacionais e internacionais de petróleo, está aumentando o dinamismo de uma indústria de petróleo há muito governada pela empresa estatal de petróleo Petroleo Brasileiro SA, ou Petrobras.

Nos últimos anos, a Petrobras derramou bilhões de dólares em campos terrestres e de águas rasas, além de alguns blocos de águas profundas menos prolíficos, para quitar dívidas e se concentrar em áreas de sub-sal imensamente promissoras, onde bilhões de barris de petróleo estão presos sob uma camada de sal no fundo do mar.

Essas vendas de ativos, juntamente com um calendário constante de leilões de bilhetes pequenos e médios para áreas de exploração, alimentaram o crescimento de atores locais mais ágeis, como a Enauta Participações SA.

Pode ser fácil perder de vista esses peixinhos na próxima semana, quando as baleias da Petrobras, Exxon Mobil Corp e Royal Dutch Shell Plc deverão cair cerca de US $ 28 bilhões em bônus de assinatura para as gigantescas rodadas de licitação de sub-sal. No entanto, executivos e especialistas dizem que os pesos médios emergentes são um indicador importante da saúde da indústria brasileira.

“Isso é muito positivo e a concorrência é muito boa para o setor”, disse Nelson Queiroz Tanure, CEO da Petro Rio SA, independente do Rio de Janeiro, sobre os desinvestimentos da Petrobras e de outras grandes empresas de petróleo focadas em campos de águas profundas.
Voltar ao Topo