Energia

Eneva propõe fusão de US $ 1,5 bilhão com a rival AES Tietê

A empresa brasileira de energia AES Tietê ( TIET11.SA ) disse na segunda-feira ter recebido uma proposta de fusão da Eneva ( ENEV3.SA ), uma proposta de 7 bilhões de reais (US $ 1,5 bilhão) que criaria um gigante no poder geração.

As ações da AES Tietê aumentaram 18,8% nas negociações no meio da manhã em São Paulo, a 18 reais. As ações da Eneva subiram 8% em aberto e subiram 4,3% a 44,58 reais.

A Eneva disse em sua proposta que está disposta a pagar um prêmio de 13,3% para comprar os acionistas da AES Tietê, por um mix de 2,75 bilhões de reais (US $ 611,29 milhões) em dinheiro e cerca de 3,9 bilhões de reais em ações da Eneva, equivalente a 22,6 % de participação.

“No final, o mérito da operação se deve em parte à consolidação de um portfólio que combina ativos hidrelétricos, com ativos termoelétricos, eólicos e solares”, disse o presidente da Eneva, Pedro Zinner, à Reuters em entrevista.

As empresas combinadas teriam 6,4 gigawatts de capacidade instalada até 2024 e seriam o quarto maior gerador de energia do Brasil, atrás das Centrais Eletricas Brasileiras, conhecidas como Eletrobras, controladas pelo Estado, e da privada Engie Brasil, subsidiária da francesa Engie SA ( ENGIE.PA). ) e CTG Brasil, uma subsidiária da China Three Gorges Corp.

A Eneva opera principalmente geradores termoelétricos a gás, enquanto a AES Tietê possui um grande portfólio de usinas hidrelétricas e, mais recentemente, apostou em energia eólica e solar.

A AES Tietê disse em um documento divulgando a proposta que ainda não havia decidido se a aceitaria. A fusão, uma oferta hostil válida por 60 dias, também passaria por escrutínio regulatório.

Entre os acionistas da Eneva estão o maior banco de investimentos da América Latina, o BTG Pactual ( BPAC11.SA ) e o Cambuhy Investimentos, de propriedade do clã bancário bilionário Moreira Salles.

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