Energia

Energia renovável traz esperanças de redução das tarifas de energia para a classe média

Walter Abreu, chefe da Associação Brasileira de Geração Distribuída de Energia (ABGD) em Minas Gerais, disse: “O Sertão com unidade”, é um projeto de energia renovável para as classes média e baixa, a entidade promove a energia solar na região norte do estado, onde 1,5 milhão dos 2,7 milhões de habitantes do estado vivem na pobreza, metade dos quais em extrema pobreza.

Abreu estimou em entrevista que se a prefeitura decidir usar painéis solares para produzir energia consumida por escritórios e outras instalações, isso equivaleria a uma economia de despesa e renda públicas de 3.500 famílias, equivalente ao salário mínimo (mensal Cerca de US $ 200),solar TV, canal que promove o uso de energias renováveis.

Outra estimativa que ele forneceu é que aumentar a proporção de energia renovável na rede nacional para 5% pode tirar 2 milhões de pessoas da pobreza no semi-árido nordestino do Brasil e 27 milhões de pessoas na região entre 2011 e 2002 Sofreu a maior seca em 2018.

A geração de energia distribuída ou descentralizada é considerada um meio importante de dar impulso social às comunidades pobres ou de baixo consumo de energia em diferentes partes do país, 23,7 milhões da população total da região de 212 milhões vivem na pobreza e na classe média baixa.

O desenvolvimento da geração descentralizada de energia é parte de uma transição mais ampla em vários setores, como a descarbonização em resposta às mudanças climáticas, a quebra de monopólios e a capacitação dos consumidores para se tornarem “produtores” usando energia renovável.

O presidente da ABGD, Carlos Evangelista, disse à IPS por telefone em São Paulo que neste processo a energia renovável desempenha um papel importante, “como a energia que mais cresce e cria mais empregos”, ele disse que, além disso, 57% desses empregos no Brasil se devem à instalação de sistemas de energia solar, ou seja, são locais, e não remotos ou estrangeiros, como fabricação e comercialização de equipamentos.

Na floresta amazônica, longe da rede de água da chuva, sistemas solares isolados em muitas comunidades podem ter o impacto mais significativo, eles são usados ​​para bombear água e congelar para preservar peixes, principal fonte de proteína local, outros alimentos exportáveis ​​e produtos florestais, como o açaí.

Normalmente, devido aos altos preços dos combustíveis e à escassez de combustível, aldeias e vilas espalhadas na selva possuem geradores a diesel ou a gasolina, que só funcionam por algumas horas à noite, os barcos fluviais precisam de vários dias de combustível.

A ABGD, com o apoio da Fundação Charles Stewart Mott dos Estados Unidos, tem promovido políticas e projetos com mais de 60 cidades na selva amazônica no norte do Brasil, o objetivo é “mobilizar recursos para uma economia de transição”, disse Evangelista, energia renovável e energia solar Dos combustíveis fósseis é uma das soluções.

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