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Em minoria, governantes visam estados da CPI da Covid e apontam conflito de Renan na relatoria

Com a iminência da instalação da CPI da Covid, senadores do governo se preparam para direcionar as investigações sobre a destinação de recursos federais repassados ​​a estados e municípios e, de imediato, fazem campanha virtual contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL) para julgar para detê-lo no relator da comissão.

Os críticos do governo, que são maioria na CPI (7 dos 11 membros são independentes ou oposição declarada), trabalham para que as primeiras exigências sejam convocar três ex-ministros e buscar material no MPF (Ministério Público Federal) e TCU ( Tribunal de Contas da União) sobre as ações do governo no combate à pandemia, conforme mostra a folha não domingo (18).

De imediato, governantes, mesmo não senadores, lançaram a campanha #RenanSuspeito nas redes sociais, sob o argumento de que o senador não pode ser relator, já que um dos focos da CPI são os estados – seu filho, Renan Filho ( MDB) é governador de Alagoas.

“Se a CPI vai apurar os repasses da União para os estados, faz sentido o possível relator ser o PAI de um dos governadores?”, Escreveu em rede social a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP ), membro da tropa de choque de Bolsonaro no Legislativo.

“Ele tem um filho que é governador. Ele tem um conflito de interesses ”, argumentou. senador Eduardo Girão (Pode-CE).

Renan nega suspeitas e rebate as críticas. “A história nunca vai reclamar da minha suspeita porque vou agir coletivamente, não vou agir monocraticamente. Vou designar sub-relatores para vários tópicos, incluindo este [convenções sobre Alagoas]. Quantas campanhas sofri na rede social. Eles estão fazendo campanha contra a pessoa errada ”, disse ele.

Girão se declara independente, mas atua com outros três senadores em defesa do Bolsonaro no CPI.

Apesar de ingressar em um grupo minoritário no colegiado, ele diz que está trabalhando para viabilizar sua candidatura à presidência da CPI, diante do senador Omar Aziz (PSD-AM), que tende a permanecer no cargo, de comum acordo com a maioria ( que inclui Renan).

Na tarde deste domingo (18), Girão disse estar no Senado e ter conversado por telefone com seis de seus colegas em busca de apoio para sua candidatura.

O senador disse que a ideia é focar em 20 estados onde ocorreram operações da Polícia Federal.

No pedido de criação de uma CPI com foco ampliado que submeteu ao Senado Federal para fazer frente ao pedido original, com foco exclusivo no governo federal, Girão enumera investigações envolvendo 17 estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal , Pernambuco, Bahia, Ceará, Piauí, Pará, Roraima, Amazonas, Maranhão, Tocantins, Amapá, Santa Catarina, Sergipe, Rondônia e Acre.

“Ninguém tira leite da pedra porque o leite é da vaca. Pensaram que iam banir o presidente Bolsonaro na Fake News CPI e quebraram a cabeça, porque a vida é o que é, não o que eles querem que seja ”, disse o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB- PARA). Ele não é membro da CPI da Covid.

A CPI pode ser instalada nesta quinta-feira (22), embora alguns governantes afirmem acreditar que ela pode ser adiada.

Como a folha mostrou neste domingo, a ideia dos parlamentares críticos ao governo é mapear as ações do Executivo na aquisição de medicamentos para tratamento precoce, como a hidroxicloroquina, para verificar quanto dinheiro público foi usado na compra de remédios sem comprovação eficácia.

Suas prioridades nas primeiras sessões da comissão serão as convocações do general Eduardo Pazuello, responsável pelo Ministério da Saúde, Ernesto Araújo, que chefiou a pasta das Relações Exteriores, e de Fernando Azevedo, que comandou a Defesa.

Os senadores também discutem a convocação do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A compra de vacinas também está na mira do início dos trabalhos da comissão.

Outro objetivo de opositores e independentes nas primeiras semanas é tentar provar que o Planalto agiu de forma deliberada em busca da chamada “imunidade de rebanho”, contra a orientação de especialistas da área.

“Eles já estão fazendo pré-julgamento, o laudo está pronto, então? A convocação, tudo? Isso é bobo. Primeiro a gente tem que sentar, o 11, conversar, ver como vai acontecer, o plano de trabalho e tal. Não, você pode fazer isso em cima da sua coxa, assim. A comissão nem foi montada ”, disse o senador Jorginho Mello (PL-SC), que integra a comissão.

Renan classificou uma eventual disputa entre Girão e Aziz como “a disputa pela vacina da cloroquina”.

“Essas pessoas do governo continuam errando, criando dificuldades para eu ser indicado nas redes sociais, com ameaças de que o terrorismo vai diminuir com o funcionamento da PF. às vítimas da pandemia ”, disse o senador à Leaf .

O senador disse que não vai perder tempo “com lutas políticas, ele me disse, com campanhas [difamatórias]”.

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), ordenou que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), instalasse a CPI da Covid no dia 8 de abril. Seis dias depois, o plenário do STF confirmou a decisão do ministro.

A decisão representa uma derrota para o presidente Bolsonaro, que trabalhou para impedir a instalação da comissão, e reforçou a pressão sobre o Senado.

Após ordem judicial de Barroso, Bolsonaro mobilizou sua base aliada e conseguiu ampliar o objeto da CPI para que também refine as transferências do governo federal para estados e municípios, o que dilui a pressão de uma investigação centrada apenas no Palácio do Planalto.

O pedido de criação da CPI foi lido nesta terça-feira (13) por Rodrigo Pacheco.

A decisão do Supremo Tribunal Federal foi recebida pelos senadores como pressão contra possíveis medidas que visam atrasar a comissão.

A crise política desencadeada pela decisão de Barroso foi ampliada depois que o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou um diálogo que manteve com Bolsonaro por telefone em que o assunto era assunto entre os dois.

Na convocação, o presidente pressiona o senador a ampliar o objeto da CPI e pede ao parlamentar que peça também ao Supremo que determine a abertura de impeachment contra o ministro da corte no Senado.

Não é a primeira vez que o STF ordena a instalação de CPIs a pedido da oposição. Em 2005, o STF ordenou os Bingos, em 2007, o Apagão Aéreo, e em 2014, a Petrobras.

OS MEMBROS DO TÍTULO DO CPI

Governadores

Jorginho Mello (PL-SC), Eduardo Girão (Pode-CE), Marcos Rogério (DEM-RO) e Ciro Nogueira (PP-PI)

Muito

Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Eduardo Braga (MDB-AM)

Suplentes

Jader Barbalho (MDB-PA), Luís Carlos Heinze (PP-RS), Angelo Coronel (PSD-BA), Marcos do Val (Pode-ES), Zequinha Marinho (PSC-PA), Rogério Carvalho (PT-SE) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE)

 

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