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Eletrobras não deve ser primeira da lista, diz presidente do Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), defendeu que o governo tenha uma “agenda” quando for tratar com o Congresso sobre a privatização de estatais. O senador afirmou que há uma resistência na Casa a respeito da venda da Eletrobras, mas que há um “caminho” para a discussão sobre outras empresas, como os Correios.

No fim de agosto, o governo anunciou um plano para privatizar nove empresas, como Correios, Telebras e Serpro.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou na semana passada que a intenção é enviar ao Congresso ainda neste mês o projeto de privatização da Eletrobras.

Alcolumbre argumenta que os senadores do Norte e do Nordeste têm resistência ao tema e que seria mais conveniente ao governo iniciar o processo por outras empresas. “Se o governo continuar insistindo em colocar a Eletrobras como primeiro passo, acho que pode acabar prejudicando outras empresas estatais que seriam importantes para essa modernização”, pontuou o presidente do Senado.

“São 48 senadores das bancadas do Norte e do Nordeste. Quase todos se manifestaram contrários à privatização da Eletrobras”, afirmou durante o evento “E Agora, Brasil?”.

Alcolumbre citou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que as privatizações tenham aval do Congresso, a não ser no caso de empresas subsidiárias, que podem ser vendidas diretamente pelo Poder Executivo.

O presidente do Senado recomendou que o governo se organize para encaminhar as discussões com os parlamentares. “Tem que ter agenda de privatização. O governo não pode começar pela Eletrobras, pode começar por outra (empresa). Começa pelo que tem mais facilidade para depois chegar no que tem mais dificuldade. O governo não tem base. A dificuldade é essa também.”

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