Política

Eleições 2022: Bolsonaro joga a toalha sobre crise de combustível em transe eleitoral

Jair Bolsonaro jogou a toalha na crise dos combustíveis. “Vai piorar”, alertou em um diálogo com um bando de simpatizantes do lado de fora do Palácio da Alvorada, em Brasília.

Ele definiu: “A União Europeia decidiu não importar nenhum óleo extra da Rússia. Os Estados Unidos recentemente tentaram importar petróleo da Venezuela, de Maduro. O americano mencionou que não poderia melhorar sua fabricação de petróleo. O Brasil não tem uma abordagem de inclusão. Como resultado final, a crise do combustível vai piorar, ok? ”

Ele acrescentou: “É em todo o mundo. Se pelo menos ele estivesse aqui, podem me culpar, mas no mundo todo (…) [Michel] Temer fez o fator PPI [política de paridade de preço internacional], o valor em paridade mundial. Modificamos o Ministro de Minas e Energia e estamos tentando ‘abrir’ a Petrobras, ok? “

As autoridades estão em transe eleitoral na encruzilhada do adversário de Lula nas urnas e do aumento do preço do petróleo – ontem, 114 dólares por barril.

A resolução é “segurar” a inflação em qualquer aspecto dos preços, até a ponta das eleições. Se necessário, com a declaração de um “estado catastrófico” financeiro, legitimar um tipo oblíquo de gestão de valor, por meio de subsídios de curto prazo e direcionados principalmente a clientes de óleo diesel no transporte de carga, transporte público urbano, prestadores de táxi.

Bolsonaro se vê, mais uma vez, preso na atualidade.

Assim foi na pandemia. Já se foram os primeiros anos do desdobramento do vírus, minimizando a emergência do bem-estar, a “prescrição” e gastando dinheiro público na fabricação de elixir à base de cloroquina.

O resultado final era previsível: deu errado e o país havia coletado ações suficientes de derivados da cloroquina por mais de 20 anos.

No segundo ano da pandemia, determinou radicalizar a desclassificação da vacina e, principalmente, do potencial adversário eleitoral que se dedicou a produzir o imunizante no país, o ex-governador de São Paulo João Dória.

Deu errado mais uma vez. Os moradores se desconectaram de Bolsonaro e de seus porta-vozes no Ministério da Saúde. Pressionado para vacina.

Quando o imunizador chegou, ele reteve espontaneamente a vacina – ontem 83% dos brasileiros já haviam sido vacinados com duas ou uma dose. As autoridades descobriram-se empurradas pela sociedade.

A situação se repete, de certa forma, na crise inflacionária que derrete os fundos das famílias pobres, com renda familiar de até dois salários mínimos por trinta dias (R$ 2.400).

43% dos eleitores estão nesta fase. Eles têm 64,5 milhões de votos, quantidade igual aos cidadãos contestados da região Sudeste (São Paulo, Minas, Rio e Espírito Santo).

Para eles, após a pandemia, nada é pior do que a mistura de inflação crescente e desemprego de poder.

Mais de 60% dos fundos dessas famílias são gastos em refeições e vitalidade. Eles compreendem uma grande parte da rejeição eleitoral de Bolsonaro, principalmente entre mulheres e jovens.

Apoio a Lula, seu adversário mais ilustre, elevado em 5 fatores de proporção (para 65%) entre os muitos eleitores mais pobres, com rendimentos abaixo do salário mínimo (R$ 1.200 por trinta dias).

Elevou sete fatores (para 54%) entre essas rendas de um para dois salários mínimos (R$ 2.400). Isso ocorreu nas últimas oito semanas, de acordo com a mais nova pesquisa do FSB para a instituição financeira BTG.

O nervosismo eleitoral na comissão de reeleição de Bolsonaro, o Palácio do Planalto, fica com essa imagem, confirmada por inúmeras pesquisas.

Ele mostra a desconexão com a realidade do ano anterior que o governo federal mais gostou de resumir de seu cálculo político, porque o fez na pandemia.

Quando o petróleo estava em US$ 60 em abril, o Congresso começou a discutir uma cobertura de subsídio emergencial para baratear o combustível. As autoridades o impediram porque o consideravam inútil.

14 meses se passaram, a batalha na Ucrânia foi cumprida por 100 dias e o governo federal voltou ao mesmo nível que estava no início de 2021. A diferença agora é que a busca por tempo extraviado ocorre em total incerteza e sob excesso eleitoral nervosismo.

Voltar ao Topo