Economia

Economia brasileira deve recuar 5% este ano, diz Banco Mundial

 

A economia do Brasil encolherá este ano em 5,0% devido ao impacto econômico direto e indireto da pandemia de coronavírus, de acordo com o Banco Mundial, que marcaria a maior queda do país em pelo menos meio século.

Em seu relatório semestral para a região “A economia nos tempos de Covid-19”, publicado no domingo, o Banco Mundial disse que o Brasil enfrenta três grandes choques: fraca demanda global, baixos preços do petróleo e a interrupção econômica dos vírus domésticos. medidas de contenção.

“Esses choques reduzirão o consumo privado e podem afetar a produtividade do trabalho, enquanto o desemprego deve aumentar. O choque da demanda global e doméstica (provocará) uma queda significativa no investimento”, afirmou o relatório.

A perspectiva de queda de 5,0% no produto interno bruto este ano coloca o Banco Mundial no final mais sombrio do espectro de previsões. É mais pessimista do que a maioria das instituições financeiras locais e globais e muito mais pessimista do que o governo e o banco central, que ainda oficialmente esperam crescimento zero este ano.

Segundo dados do Banco Mundial desde 1961, o maior declínio anual do PIB no Brasil foi a contração de 4,4% em 1981. E, apesar de uma resposta política cada vez mais forte do banco central e do governo para mitigar os danos, os riscos econômicos negativos permanecem “significativos”. Banco Mundial disse.

A última pesquisa semanal ‘FOCUS’ do banco central do Brasil, com cerca de 100 economistas na segunda-feira, mostrou que a previsão de crescimento médio do PIB para este ano é agora de -2%, em comparação com -1,2% há uma semana.

A inflação deve desacelerar para 2,5% este ano, abaixo dos 2,7% registrados na semana passada e ainda mais abaixo da meta oficial do banco central de 4,00%, dando amplo espaço para cortes nas taxas de juros, dizem economistas.
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