Economia

Economia: Banco Central busca nova ferramenta de combate á crise

O Banco Central do Brasil adotou uma nova estratégia de “orientação futura” para manter as taxas de juros e os rendimentos dos títulos baixos, trazer a inflação à altura da meta e estimular a frágil recuperação da economia após a crise do COVID-19.

O movimento, delineado na semana passada quando o banco cortou sua taxa básica de juros Selic para uma mínima de 2% e explicado na ata da reunião na terça-feira (11), destaca uma relutância em cortar ainda mais as taxas, e ainda mais em ceder à flexibilização quantitativa da compra de títulos.

A rigor, não é uma política totalmente nova para o comitê de fixação de taxas do banco, conhecido como Copom, a prática de tranquilizar os mercados de que as taxas de juros não serão aumentadas por meses ou mesmo anos foi implementada brevemente sob a presidência de Alexandre Tombini no final de 2012 até o início de 2013, quando a Selic estava então em baixa de 7,25%.

A orientação futura é usada com mais frequência por bancos centrais como o Federal Reserve dos EUA e o Banco da Inglaterra em economias desenvolvidas para sustentar o estímulo monetário quando as taxas de juros são zero ou atingem o chamado “limite inferior efetivo”.

É menos comum em mercados emergentes, onde as vulnerabilidades econômicas, fiscais e financeiras geralmente são maiores.

Na ata da terça-feira (11), os legisladores brasileiros destacaram os riscos potenciais de mais cortes nas taxas para a estabilidade financeira e os mercados de ativos e não fizeram menção ao QE.

Em vez disso, as projeções futuras serão utilizadas para assegurar aos mercados que a taxa Selic será mantida baixa por um período considerável de tempo  e ainda pode ser ligeiramente reduzida na esperança de que as taxas de mercado nos próximos anos também permaneçam baixas.

Alexandre Schwartsman, ex-diretor do banco central, disse que está claro que o Copom está cada vez mais desconfortável com a taxa Selic tão baixa.

Com informações do Reuters

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