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Decisão do tribunal do Brasil lança corrida aberta pela liderança no Congresso

Uma decisão da Suprema Corte do Brasil que proibiu a reeleição dos atuais líderes do Senado e da Câmara dos Deputados em fevereiro abriu a corrida para substituí-los e abriu caminho para uma legislação frenética nas últimas semanas,ano.

Seis dos 11 juízes do tribunal decidiram na noite de domingo em uma votação remota que a Constituição proibia claramente a reeleição do presidente do Senado Davi Alcolumbre e do presidente da câmara baixa, Rodrigo Maia.

A luta para controlar o Congresso distraiu os legisladores de uma agenda legislativa que inclui lidar com o impacto da pandemia do coronavírus, aprovar o orçamento do próximo ano e promover a reforma do código tributário bizantino do Brasil.

Com os líderes atuais saindo pela porta, a luta para controlar o Congresso se intensificará entre os partidos políticos que apóiam o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro e os de centro que tentam manter distância, disse a consultoria de risco Arko Advice.

Alcolumbre apoiou Bolsonaro e o fim de seu mandato no Senado, em fevereiro, será uma perda para o presidente em levar adiante sua agenda conservadora. Pode abrir caminho para que o maior partido da Câmara, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), recupere o cargo.

Na câmara baixa, Maia tornou-se cada vez mais um crítico da liderança de Bolsonaro, e seus aliados ainda são os favoritos para manter o cargo de presidente. Maia disse a repórteres que espera que um sucessor seja eleito.

“Eu não chamaria a decisão do tribunal contra a candidatura de Maia de uma vitória do Bolsonaro, porque o quadro na Câmara não mudará muito”, disse o sócio da Arko, Lucas de Arago.

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