Economia

Crivella pede liberação de FGTS para trabalhadores do Rio de Janeiro

Crivella

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella disse que encaminhou hoje (27) um ofício ao ministro da Economia, Paulo Guedes, com o pedido de liberação, no valor de R$ 90 milhões, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de motoristas de ônibus, taxistas, ambulantes e artistas de rua cadastrados na prefeitura.

Segundo Crivella, o assunto seria discutido nesta sexta-feira, no Rio, em reunião com o ministro, mas ele foi informado que Guedes está de quarentena. Por isso, encaminhou o pedido por meio de ofício.

O prefeito acrescentou que seriam beneficiados pela medida os trabalhadores com carteira assinada. Para aqueles que não têm o documento, a administração municipal está preparando a distribuição de cestas básicas a fim de amenizar a crise financeira provocada pelo coronavírus.

No caso dos rodoviários, as empresas de ônibus ameaçaram paralisar os serviços por causa da falta de recursos causada pela crise que o setor vem enfrentando, agravada pela queda no movimento de passageiros, após o isolamento social adotado na cidade e no estado.

“As categorias que têm carteira assinada e saldo no Fundo de Garantia, pedimos ao presidente da República, que autorize que eles resgatem o FGTS. Aquelas categorias que não têm, estamos ajudando com cestas básicas”, afirmou hoje, em entrevista, no Riocentro, zona oeste do Rio.

Reabertura

Hoje, em decorrência do decreto do prefeito publicado no Diário Oficial do município, voltaram a funcionar mercearias, lojas de conveniências nos postos de combustível, desde que sem o consumo no local; as de material de construção, açougues, aviários e peixarias, depósitos, distribuidoras e transportadoras, vedada a comercialização de bebidas alcoólicas em condições de consumo imediato; comércio de insumos agrícolas e de medicamentos veterinários, alimentos e produtos de uso animal e os estabelecimentos comércio de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Igrejas

Crivella disse que a prefeitura pediu a padres e pastores para que evitem aglomerações em templos religiosos e igrejas. “Hoje o que ocorre nas igrejas abertas é as pessoas irem até o altar, fazerem uma oração, se ajoelharem, pedirem por nós e pela cidade. Se houver algum culto, as pessoas procuram sentar separadas umas das outras, É assim que as igrejas têm se comportado”, afirmou, sem indicar a recomendação de que mantenham esses locais fechados.

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