Energia

IEA: Crise de energia ameaça recuperação econômica

energia-seca leilão

A crise de energia que empurrou os preços dos combustíveis fósseis para níveis nunca vistos há anos está ameaçando a recuperação global da pandemia do coronavírus, alertou a Agência Internacional de Energia.

“Dados provisórios de agosto já indicam que há uma demanda excepcionalmente alta por óleo combustível, petróleo bruto e destilados médios para usinas de energia em vários países, incluindo China, Japão e Paquistão na Ásia, Alemanha e França na Europa e Brasil”, informa a AIE disse, conforme citado pela Reuters.

A agência explicou que essa demanda mais alta foi resultado dos altos preços do gás e do carvão que levaram muitas concessionárias de energia e empresas de setores intensivos em energia a mudar para o petróleo, aumentando as pressões sobre os preços e levando a AIE a revisar suas perspectivas de demanda de petróleo para este ano e no próximo.

A AIE agora vê a demanda por petróleo crescer 5,5 milhões de bpd neste ano e outros 3,3 milhões de bpd no próximo ano. A oferta, por sua vez, provavelmente permanecerá restrita se a OPEP + continuar a ser disciplinada quanto à recuperação de sua produção. De acordo com a IEA, a diferença entre oferta e demanda neste trimestre será de 700 mil bpd negativos.

O que é pior, talvez, é que a agência também previu que a capacidade de produção sobressalente da OPEP + deveria diminuir consideravelmente, de cerca de 9 milhões de bpd no primeiro trimestre do ano para apenas 4 milhões de bpd no segundo trimestre do próximo ano, à medida que o grupo aumentava sua produção.

Tudo isso está aumentando as pressões inflacionárias já consideráveis ​​em todo o mundo.

“Os preços mais altos da energia também estão aumentando as pressões inflacionárias que, junto com as interrupções de energia, podem levar à redução da atividade industrial e à desaceleração da recuperação econômica”, disse a AIE.

O alerta veio um dia depois de o chefe da IEA, Fatih Birol, ter dito ao Financial Times que a agência esperava que a demanda de petróleo atingisse o pico logo após 2025. A demanda de gás natural, de acordo com Birol, também está prestes a atingir seu pico por volta dessa época.

Voltar ao Topo