Economia

Criadores do Brasil mantêm vacas fêmeas, rebanho cresce pela primeira vez em 3 anos

O tamanho do rebanho bovino do Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, cresceu pela primeira vez em três anos em 2019, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (15), pelo órgão de estatística do governo IBGE.

O rebanho do país totalizou 214,7 milhões de cabeças em 2019, um aumento de 0,4% em relação a 2018, impulsionado pela retenção de vacas fêmeas para criação e pelo crescimento de 5,1% do rebanho no estado de Mato Grosso, informou o IBGE.

Em 2018 e 2017, o tamanho do rebanho diminuiu.

Mato Grosso, onde a maioria dos grãos e gado do Brasil é produzida, respondia por quase 15% do rebanho bovino do Brasil.

“Em 2019, observamos uma queda na participação das vacas fêmeas no abate, sugerindo uma transição do ciclo baixo para o alto, que é quando o produtor passa a reter as fêmeas devido aos bons preços de mercado”, disse a pesquisa pecuária do IBGE, supervisora ​​Mariana Oliveira.

Ela observou que 2019 foi marcado por exportações recordes de carne bovina, especialmente para a China.

Olhando para o futuro, resta saber se as chuvas vão beneficiar as pastagens da região Centro-Oeste do Brasil, que responde por cerca de 40% da produção pecuária, segundo o USDA.

As chuvas são um fator chave, pois a maioria do gado brasileiro é alimentado com pasto, neste ano, uma estiagem atrasou o plantio da soja no início da safra de grãos para o ritmo mais lento em 10 anos, segundo a consultoria de agronegócio AgRural.

Em 2021, as exportações de carne bovina do Brasil devem atingir um recorde pelo terceiro ano consecutivo, impulsionadas principalmente pela demanda chinesa e pela recuperação da demanda em alguns outros mercados, disse o USDA em 9 de outubro.

Dados do IBGE do Brasil também mostraram que o rebanho de aves do país ficou relativamente estável em 1,5 bilhão de cabeças em 2019, enquanto o tamanho do rebanho de suínos caiu 1,6%, para 40,6 milhões de cabeças.

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