Petróleo

Corte de investimentos das petroleiras afeta previsões da Prysmian para 2017

A fabricante de cabos Prysmian (antiga Pirelli Cabos) prevê para 2017 um ano ainda difícil para a cadeia de equipamentos submarinos para o setor de petróleo e gás natural. Na avaliação do diretor de exportação de umbilicais e flexíveis da empresa no Brasil, Darcio Rossi, o ritmo dos projetos das petroleiras continua reduzido, devido ao baixo preço do petróleo.

“A área de Surf (sigla em inglês para linha de equipamentos submarinos do grupo) teve um 2015 excepcional. Neste ano ainda estamos conseguindo realizar aquilo que estava previsto, mas não é um volume tão grande quanto no ano passado. E a perspectiva para 2017 é mais dura. Os projetos no Brasil não estão andando na velocidade que imaginávamos. E, no mercado externo, a competição está grande”, disse Rossi, ao Valor.

No primeiro semestre do ano, a área de petróleo e gás do grupo Prysmian registrou vendas de € 156 milhões (o equivalente a cerca de R$ 570 milhões), com queda de 36,3% ante igual período de 2015. Já as vendas totais da companhia cresceram 1,3%, na mesma comparação, para € 3,85 bilhões (R$ 13,8 bilhões).

Segundo Rossi, no entanto, os momentos de baixa dos preços do petróleo são cíclicos. “Esses ciclos da indústria [petrolífera] acontecem de vez em quando. A indústria vai ter que reaprender a trabalhar com o valor do petróleo mais baixo. Vai ter que fazer os projetos acontecerem com um nível de custos mais baixos”, comentou.

A Prysmian vai iniciar esta semana o embarque, do Brasil, de um conjunto de sistemas de cabeamento de energia para uma plataforma de prospecção de gás natural da Star Energy, localizada no Mar de Natuna, em Jacarta, na Indonésia. O contrato, de US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 4,5 milhões), é o segundo grande projeto que a empresa obteve no país asiático.

O escopo do projeto inclui o fornecimento de cabeamento umbilical responsável pela comunicação da plataforma com o poço de gás, em profundidade de água de 135 metros. A fábrica da Prysmian no Brasil fornecerá dois sistemas umbilicais completos, com mais de 5 km de comprimento, incluindo engenharia, gerenciamento de projetos, auxiliares e testes.

 

Fonte: Valor Econômico/Rodrigo Polito | Do Rio

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