Óleo e Gás

Contratação de biodiesel supera expectativa

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A nova modalidade de venda direta de biodiesel superou as expectativas com as distribuidoras de combustíveis assinando contratos de fornecimento para o primeiro bimestre deste ano com volume bem acima da demanda projetada.

Ontem, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que a demanda das distribuidoras na modalidade contrato ficou 50pc acima da previsão, totalizando 1,29 milhão de m³. Os dados foram contestados pelos participantes de mercado.

A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) apontou para um volume de 957.000m³, abaixo do 1,29 millhão de m³ divulgado pela ANP.

Argus apurou que dois participantes de mercado apresentaram dados muito distantes à meta original, o que pode ter causado a distorções. Procurada, a agência reguladora informou estar analisando os dados.

O governo anunciou em 2021 que encerraria os leilões públicos de biodiesel e faria a transição para um modelo aberto a partir deste ano.

Sob as novas regulamentações estabelecidas pela ANP, os distribuidores devem contratar a entrega de pelo menos 80pc de suas necessidades de biodiesel, considerando o total de vendas mensais de diesel de um ano antes e o mandato de biodiesel. Os 20pc restantes podem ser negociados no mercado à vista.

Este sistema é parecido com o do setor de etanol anidro, que está em operação há décadas.

Para a ANP, o grande número de contratos ressalta o sucesso do novo modelo. Mas os produtores de biodiesel incentivaram o governo a manter o modelo de leilão em meio às preocupações de que o modelo de negociação direta tenha sido desenvolvido precipitadamente e represente um risco para eles.

O setor já está instável, com o governo anunciando a manutenção da mistura obrigatória de biodiesel em 10pc para 2022, apesar de a legislação estipular uma mistura de 13pc em janeiro e fevereiro, subindo para 14pc em março.

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