Óleo e Gás

Consumo pressiona e etanol cai quando a gasolina perde competitividade

Na semana em que a gasolina teve novo reajuste (quinta, 26), de 4%, o etanol hidratado surpreende com uma pequena redução de margem nas fábricas. E entra nesta com mais competitividade ainda, somando a possibilidade de novo aumento do combustível fóssil com o petróleo a US$ 48, em mais 1% de na sexta, se o consumo no varejo for retomado.

A queda de 0,18% na origem, detectada pelo Cepea/Esalq, ficando em R$ 2,0707 de 23 a 27 de novembro, deverá ter seus motivos mais claros quanto às vendas menores nos próximos dias, quando saírem dados da Unica (entidade das empresas do Centro-Sul) e da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

A demanda das distribuidoras foi menor – quando o avanço da gasolina daria maior procura nos postos pelo biocombustível – porque as últimas semanas de remarcações (com exceção da leve queda de 0,15% de 2 a 6) das usinas e refinarias chegaram cheias aos postos e pesaram na decisão do consumidor? A ANP já havia afirmado essa ocorrência na semana de 16 a 20.

O avanço da covid-19 tirou um pouco de movimento das ruas, como foi observado em São Paulo, por exemplo, e também retraiu o consumo da gasolina?

De certo, dá para se afirmar que os fabricantes não reduziram o preço do litro do hidratado se não estivessem pressionados, uma vez que em fim de safra – e faltando em torno de 16 milhões de toneladas de cana para serem moídas, como acredita Paulo Strini, trader do Grupo Triex – os estoques começam a ser balizadores, como trouxe Money Times.

Apesar de o reajuste da gasolina ter sido na quinta, e o anúncio da Petrobras (PETR3; PETR4) foi um dia antes, desde a segunda o petróleo acima dos US$ 46 indicava que haveria remarcação, daí que as distribuidoras, se estivessem vendas confortáveis, teriam comprado mais etanol.

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