Obras e Paradas

Consórcio consegue assinar contrato para terminar obras do Comperj

Ufa ! Uma grande notícia para o setor do petróleo, finalmente.   Seis meses depois de ter vencido a licitação para a conclusão da Unidade de Processamento de Gás Natural ( UPGN) do Comperj,  finalmente o consórcio formado pela chinesa Shandong Kerui e a Método Engenharia conseguiu vencer a burocracia da Petrobrás e assinar o contrato nesta quinta-feira (22), na sede da companhia.

Depois de ultrapassar todas as barreiras da negociação, o contrato não era assinado, conforme informou, porque as empresas não tinham CRCC para reconstruir o canteiro de obras dos operários. Mas, pelo visto, o bom senso prevaleceu e tudo foi resolvido. Agora as empresas  poderão assumir a obra já na próxima segunda-feira (27) quando começarão as mobilizações. É a primeira grande obra contratada pela  Petrobrás depois dos escândalos da Operação Lava Jato. A UPGN é uma obra fundamental para processar o gás que vem dos campos da Bacia de Santos, que será mandado para a Refinaria Duque de Caxias através do Gasoduto Rota 3. Pode ser a retomada do setor do petróleo no Brasil.

A Kerui Petroleum está no Brasil há dois anos, com escritórios em Botafogo, no Rio de Janeiro. É um grupo industrial abrangente que integra a pesquisa, o desenvolvimento e a fabricação de equipamentos de petróleo, o serviço tecnológico de engenharia de campos petrolíferos e a contratação de mão-de-obra em EPC.  A Kerui Petroleum é o maior fabricante e fornecedor de serviços de equipamentos de petróleo e gás na China.

O Grupo tem agora mais de 8.000 funcionários e está sediada na cidade de Dongying, onde está localizado o segundo maior campo petrolífero da China – Shengli Oilfield. A Método é uma tradicional empresa de engenharia brasileira. Mas, pelo preço apresentado para vencer a obra, R$ 1,9 Bilhão, abaixo do que a Petrobrás esperava pagar e R$ 337 milhões de diferença do preço apresentado pela Fluor, segunda colocada na licitação, certamente as margens estão seriamente apertadas. Qualquer deslize, e as empresas poderão ter prejuízos. Como a empresa chinesa, líder do consórcio, não tem experiência de trabalhar para a Petrobrás, terá que redobrar os cuidados.

Esse cuidado deve-se também ao fato de ser a primeira grande obra da companhia contratada no mercado pós  lava-jato. O rigor da fiscalização e as cobranças dos gerentes das obras triplicarão. Para lembrar, a UPGN do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), seria a única obra prevista para o Plano de Investimentos 2015-2019 da Petrobrás, mas outras duas unidades que funcionam obrigatoriamente integradas, deverão também ser terminadas, assim como a interligação entre elas.

Esta licitação foi revelada por uma reportagem do site Petronotícias, no dia 10 de janeiro de 2017. A informação confirmada deu lugar a um debate intenso sobre a participação das empresas brasileiras, que ficaram de fora da concorrência por não terem sido convidadas. Pouco mais de um mês depois, Pedro Parente, presidente da Petrobrás, garantiu aos prefeitos das cidades do entorno da refinaria que a obra iria acontecer. ( Fonte)

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