Política

Conselheiro de segurança nacional dos EUA reúne-se com Bolsonaro

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A visita de Sullivan foi a de mais alto nível dos EUA ao Brasil desde que o governo Biden assumiu o cargo há quase oito meses e teve como objetivo estreitar os laços entre as duas maiores democracias do hemisfério, disse a embaixada dos EUA em um comunicado.

Isso aconteceu em meio a um conflito político crescente entre Bolsonaro e o judiciário brasileiro por causa de sua insistência de que o sistema de votação eletrônica estava aberto a fraudes e deveria ser mudado.

Seus oponentes dizem que Bolsonaro, assim como o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, está semeando dúvidas caso perca as eleições do ano que vem. Ele ameaçou não aceitar o resultado.

Sullivan também se reuniu com três governadores de estado da Amazônia para discutir seus planos e estratégias para combater as mudanças climáticas, o desmatamento e a mineração ilegal, e proteger os direitos indígenas.

Os governadores se reuniram na semana passada por videoconferência com o enviado climático dos EUA, John Kerry, evitando Bolsonaro, na primeira de várias reuniões com potências estrangeiras para buscar financiamento para projetos de conservação que visam impedir a mudança climática.

Bolsonaro reverteu a fiscalização ambiental e pediu a construção de áreas protegidas desde que assumiu o cargo em 2019, contribuindo para o aumento do desmatamento na Amazônia.

Sullivan ofereceu financiamento e tecnologia para o desenvolvimento econômico sustentável na Amazônia, disse o governador do Piauí, Helder Barbalho, aos jornalistas após a reunião, na qual os governadores se comprometeram a impedir a administração ilegal.

A delegação de Sullivan se reuniu com representantes de agências governamentais brasileiras e empresas de tecnologia que desenvolvem futuras redes de telecomunicações, disse o comunicado da embaixada. Eles discutiram o uso da tecnologia Open RAN em futuras redes 5G no Brasil, bem como a importância da segurança da informação, disse a embaixada.

Os Estados Unidos se opõem ao uso de equipamentos 5G fabricados pela chinesa Huawei Technologies Co Ltd por motivos de segurança, embora as empresas de telecomunicações brasileiras já tenham construído redes em grande parte com componentes chineses.

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