Economia

Conflito político arruína a economia do Brasil

brasil fiscal Contas externas brasileiras devem apresentar saldo negativo

O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, disse na sexta-feira que o conflito político está contaminando a economia e ofuscando notícias positivas sobre o crescimento econômico e a perspectiva de um déficit primário muito menor no próximo ano.

Guedes falou com investidores enquanto o clima político do país se tornava ainda mais tenso após o pedido do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro ao Senado na sexta-feira para o impeachment de um juiz do Supremo Tribunal Federal.

Os críticos acusaram Bolsonaro de semear dúvidas sobre o sistema de votação do Brasil para que ele possa questionar os resultados das eleições do próximo ano se perder.

Os confrontos políticos estão se agravando, disse Guedes.

“Há muito barulho político – é compreensível, mas tem que ser reduzido”, disse Guedes.

Guedes disse ainda que o défice orçamental diminuirá para 0,3 por cento do PIB em 2022, face a 1,7 por cento este ano. Anteriormente, o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, falando no site de notícias jurídicas Jota, disse que havia espaço para revisar para baixo o déficit orçamentário primário de 2022, atualmente estimado em 170 bilhões de reais.

O Brasil pode esperar um superávit orçamentário em 2023, à medida que a economia começa a crescer novamente, se recuperando da pandemia Covid-19, disse Funchal.

Mas Funchal disse que a incerteza fiscal tem causado turbulência no mercado nas últimas semanas, com o real enfraquecendo em relação ao dólar, à medida que os investidores se preocupam com a dívida pública e com os pagamentos judiciais que o governo deve.

Funchal disse que qualquer aumento desses passivos é agora o principal desafio do Tesouro, que afetará os gastos com programas de previdência social e outras políticas do governo se não for tratado. O orçamento de 2022 que o Ministério da Economia enviará ao Congresso incluirá o pagamento de 89 bilhões de reais (US $ 16,57 bilhões) em obrigações judiciais, e os gastos discricionários terão de ser reduzidos para permitir isso, disse Funchal.

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