Economia

Condições de crédito do Brasil melhoram em fevereiro

As condições de crédito no Brasil melhoraram em fevereiro, mostraram dados do banco central na segunda-feira, enquanto uma ampla medida dos índices de inadimplência de consumidores e empresas se mantiveram estáveis ​​em uma década baixa, os spreads de empréstimos bancários diminuíram e o crescimento do crédito aumentou.

Os números estão associados a outros indicadores que sugerem que a força total da segunda onda mortal da pandemia COVID-19 que agora assola o país ainda não foi sentida por empresas e famílias nos primeiros dois meses do ano.

Um amplo índice de inadimplência de 90 dias cobrindo famílias e empresas foi de 2,9% em fevereiro pelo terceiro mês consecutivo, mostraram dados do banco central. Esse é o menor desde o início da série de dados em março de 2011.

O rácio de incumprimento das famílias, incluindo empréstimos como crédito automóvel e descobertos, manteve-se inalterado no mínimo da série de 4,1%, enquanto o rácio de incumprimento das empresas não financeiras também se manteve inalterado em 1,6%, apenas acima do mínimo de Dezembro de 1,45%.

Os spreads de empréstimos diminuíram para 22,9 pontos percentuais em fevereiro, ante 23,5 pontos em janeiro, disse o banco central.

O banco central disponibilizou mais de 1,2 trilhão de reais (US $ 208 bilhões) em crédito e liquidez para empresas, bancos e mercados financeiros no ano passado para amortecer o choque econômico da pandemia.

Muitas dessas medidas expiraram em 31 de dezembro, mas a autoridade monetária informou que algumas serão prorrogadas.

O estoque de empréstimos em aberto no Brasil aumentou 0,7% em fevereiro, para 4 trilhões de reais, disse o banco central. O crédito pessoal cresceu 0,8%, para 2,3 trilhões de reais, e o crédito empresarial, aumentou 0,6%, para 1,8 trilhão de reais.

O estoque total de empréstimos aumentou 16,1% nos 12 meses até fevereiro, com os empréstimos pessoais aumentando 11,3% e os empréstimos a empresas 22,9%, disse o banco central.

Voltar ao Topo