Petróleo

Complexo industrial pode abrir 25 mil vagas de emprego

Na semana em que uma comitiva da China visitou a cidade criando a expectativa de novos investimentos. Almir Mendes, consultor do Finvest e responsável pelo empreendimento Vetor Norte de Sete Lagoas que está em adiantado processo de implantação.

Ao custo de R$ 150 milhões, o projeto vai ocupar uma área de oito milhões de metros quadrados na região da Iveco. A planta contemplando uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), porto seco e área residencial já foi elaborada. A expectativa é que o complexo ofereça 25 mil empregos e 70 mil pessoas devem ocupar aquela região do município no auge de sua operação.

O que é o Finvest?

Um fundo de investimento que participa de várias outras empresas e capta recursos no mercado em geral, principalmente nos Estados Unidos, para aplicar em vários segmentos como projetos imobiliários, loteamentos e infraestrutura, compra de ativos, etc.

Qual o projeto deste fundo para Sete lagoas?

Em Sete Lagoas, por meio da Empresa Abioye Empreendimentos e Participação Ltda, será feito um complexo industrial e residencial em uma área própria de 800 hectares, ou seja, oito milhões de metros quadrados. Este empreendimento denominado “Vetor Norte de Sete Lagoas” contempla dois distritos industriais, uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), o porto seco, um condomínio de alto luxo fechado, um loteamento aberto com lotes de 360 metros quadrados e um loteamento multifamiliar. Neste complexo ainda teremos área institucional, posto de saúde, creche, posto policial, parque ecológico mais as vias, ciclovias, pistas de caminhada, além da área verde obrigatória.

Qual sua expectativa quanto a instalação da ZPE e do porto seco em Sete lagoas?

Acredito que a ZPE saia primeiro, já está em Brasília, no Ministério do Desenvolvimento Econômico com todos os requisitos preenchidos e com todas as justificativas. Isso no que diz respeito ao Poder Executivo e a iniciativa privada. Se não tiver algum atraso em função da crise política ou mudança em cargos, esta situação será resolvida. Já o Porto Seco demora um pouco mais em função de solicitação junto a Receita Federal e demais órgãos do Governo Federal, mas estamos trabalhando para acelerar este processo.

Até que ponto os planos da Finvest dependem do Porto Seco e da ZPE?

Os dois investimentos são importantes no processo, eles são como um alavancador de negócios. Diversas empresas que hoje estão instaladas no raio de 300 quilômetros vão interessar muito neste empreendimento. Sem contar as novas empresas que estão chegando ao Brasil e aquelas que estão mudando de um estado para outro.

Existe algum planejamento para atrair empresas?

Brevemente vamos iniciar uma série de reuniões com empresários do Brasil e de outros países para mostrar o potencial do empreendimento. Independentemente da aprovação da ZPE e do porto seco, vamos iniciar imediatamente o acesso ao Parque Ecológico e fazer algumas alterações no trevo da região.

Como está o cronograma de licenciamento dos projetos da Finvest nos órgãos competentes?

Estamos na etapa final. O projeto atualmente está na fase de liberação ambiental no Estado.

Após as aprovações em quanto tempo as obras serão iniciadas?

O objetivo é que a parte industrial seja de imediato, e a residencial quando houver demanda em função das instalações das empresas.

O senhor prevê qual o fluxo de pessoas naquela região da cidade quando este projeto estiver em prática?

Trabalhando diretamente em torno de 25 mil pessoas. Vivendo no local, onde a integração de um projeto autosustentável baseado nos requisitos do Ministério da Cidade, um total de 70 mil pessoas.

Um projeto desta magnitude não oferece riscos para o crescimento desordenado naquela região da cidade?

Muito pelo contrário. Este é um projeto autosustentável, elaborado por arquitetos extremante qualificados. Utilizamos o Estatuto da Cidade na elaboração e, de maneira natural, copiamos as coisas boas de outros países. Fizemos todos os estudos possíveis, é um projeto de qualidade onde o objetivo é a integração das famílias com qualidade de vida. Neste planejamento o trabalhador tem a opção de sair de casa com tranquilidade para ir para o trabalho utilizando pista de caminhada, ciclovias ou o transporte coletivo. Haverá muita área verde e as empresas serão próximas.

Renato Alexandre

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