Empregos

Complexo eólico na Bahia terá investimento de R$ 1,7 bilhão

A construção de um complexo eólico em Umburanas e Sento Sé, no norte da Bahia, vai gerar 1,2 mil empregos diretos na fase de implementação. O governador Rui Costa e o presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, assinaram nesta quarta-feira, 24, na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o protocolo para o início das obras. Com um investimento de R$ 1,7 bilhão, as obras do Complexo Campo Largo começam em setembro.

Segundo Sattamini, o complexo começa a funcionar em junho de 2018. “Houve a venda desse complexo no mercado regular, para as distribuidoras, e o nosso compromisso é que, a partir de 1º de janeiro de 2019, a gente tenha os contratos remunerando essa energia. A maior parte da mão de obra começa a ser treinada já desde agora”, explica o presidente da Engie Brasil Energia.

Na primeira das três fases do projeto, serão 326 megawatts de capacidade instalada, com 121 aerogeradores. Atualmente, a Bahia é o segundo maior estado brasileiro em produção de energia eólica, com 68 usinas em operação. O governo do estado trabalha para assumir a liderança nacional desse setor até 2020. “O apoio do estado é fundamental para que a gente tenha tranquilidade para empreender, consiga as licenças necessárias e o diálogo com as comunidades”, acrescenta.

O presidente da Engie Brasil Energia destaca ainda as características geográficas favoráveis da Bahia. “O potencial eólico e solar da Bahia é muito grande, e há alguns anos nós pesquisamos áreas para empreender. Hoje nós temos uma área grande no Complexo Campo Largo, onde estamos começando a fase número um”.

Transformação

De acordo com Rui, os investimentos em energia eólica transformam o semiárido baiano. “Um exemplo é a cidade de Caetité, que se transformou com a energia eólica. Os hotéis duplicaram de tamanho, surgiram novas pousadas, restaurantes e lojas; a cidade mudou o perfil. A região norte também vai passar por essa transformação positiva. Nós já temos em Jacobina uma fábrica de torres. E a nossa combinação é que todo o serviço contratado, inclusive de construção civil, seja da Bahia, desde que dentro de uma relação de preço compatível com o mercado”.

Rui  lembra ainda que a Bahia tem potencial para produção de energia alternativa a partir de diversas fontes. “Temos também investimentos na energia solar, que dá os primeiros passos, e é outro vetor importante de desenvolvimento do semiárido. Estamos trabalhando ainda no litoral, com outra possibilidade, que são as termelétricas. A Bahia, portanto, tem o petróleo, o vento, o sol e o gás. Nós queremos explorar isso para gerar emprego e renda”.

 

Fonte:Notícias Do Trecho

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