Benefícios

Como vai ficar o Bolsa Família após o auxílio emergencial?

O bolsa família vai acabar, de acordo com uma sugestão do ministro Paulo Guedes. Além deste programa, o auxílio emergencial também pode ser substituído pelo Renda Brasil.

Contudo, ainda que o governo tenha feito o anúncio dessa mudança, não há muitas informações específicas sobre o Renda Brasil, nova promessa do governo Bolsonaro.

Paulo Guedes, porém, trouxe a afirmação de que 38 milhões de cidadãos brasileiros que tiveram o cadastro aprovado pelo auxílio emergencial terão direito a este benefício.

Outrossim, surge o grande questionamento: O que vai acontecer com o Bolsa Família depois que o auxilio emergencial acabar? Continue lendo e saiba todos os detalhes neste artigo!

Renda Brasil será a nova alternativa para substituir o Bolsa Família?

Para aqueles que estão pensando que nada será feito após o fim de todas as parcelas do auxilio emergencial, estão enganados.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta terça-feira (15), que a possibilidade de congelamento de aposentadorias ou redução em programas como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), ventilada em notícias como forma para viabilizar financeiramente a construção do Renda Brasil, está descartada pelo governo e deu como encerrada a discussão sobre o novo programa de renda mínima até 2022.

O Renda Brasil se aprovado deve ter ampliação para:

• Ambulantes;
• Diaristas;
• Demais trabalhadores informais (aqueles que não têm carteira assinada);
• MEI (Microempreendedor Individual).

Bolsonaro desiste do Renda Brasil: “Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”

Governo vinha buscando fontes alternativas para viabilizar um novo programa de renda mínima, para substituir o Bolsa Família.

“Jamais vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem, por ventura, vier a propor para mim uma medida como essa, eu só posso dar um cartão vermelho. É gente que não tem o mínimo de coração, não tem o mínimo de entendimento [de] como vivem os aposentados no Brasil”, disse em vídeo divulgado nas redes sociais.

O governo federal vinha buscando fontes alternativas para viabilizar um novo programa de renda mínima, para substituir o Bolsa Família, ampliando o número de beneficiados e o valor médio repassado.

O movimento era visto politicamente como uma das principais apostas de Bolsonaro para se consolidar entre eleitores com menor renda e pavimentar caminho para uma campanha pela reeleição daqui a dois anos.

Renda Brasil Suspenso

O plano desagradou Bolsonaro, que disse que o debate sobre o Renda Brasil estava suspenso. Na ocasião, o mandatário já havia deixado o recado de que “não tiraria dos pobres para dar aos paupérrimos”. O tom provocou incômodo entre a equipe do ministro Paulo Guedes (Economia).

Desde então, são discutidas no governo alternativas de financiamento ao programa. Um dos caminhos que ganhou destaque na imprensa nos últimos dias foi a possibilidade de desindexação do salário mínimo e de aposentadorias. Outra possibilidade foi a realização de um pente-fino no Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e deficientes de baixa renda.

“Pode ser que alguém da equipe econômica tenha falado sobre este assunto. Pode ser. Mas, por parte do governo, jamais vamos congelar salário de aposentados, bem como jamais vamos fazer com que o auxílio para idosos e pobres com deficiência seja reduzido para qualquer coisa que seja”, rebateu Bolsonaro no vídeo desta terça.

“E última coisa, para encerrar: até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, concluiu.

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