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Com a proteção da lei geral de dados do Brasil, Microsoft anuncia um novo data center no país

Durante uma videoconferência na terça-feira (20), a Microsoft anunciou a expansão de sua infraestrutura em nuvem com um novo data center na América Latina, a Região Sudeste do Brasil terá sede no Rio de Janeiro.

A empresa oferecerá serviços em nuvem – Microsoft Azure, Microsoft 365, Dynamics 365 e Power Platform – na nova Região Sudeste do Brasil, com Azure disponível a partir da terça-feira (20), Microsoft 365 disponível até o final deste ano e Dynamics 365 e Power Platform on primeiro semestre de 2021.

Há seis anos, a Microsoft investe na expansão das operações locais, conforme relatado por Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil, requisitos e regulamentações do cliente, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), levaram a empresa a instalar outro data center no Brasil, “Com regulamentações financeiras e regulamentações de dados (não apenas o banco de dados, mas a replicação dos dados deve permanecer dentro do país) foi necessário criar novas zonas de disponibilidade”, disse ela.

“Estamos trazendo novos serviços para ajudar as empresas que estão instaladas aqui no Brasil a usar todos esses aplicativos e serviços para abraçar a IA, transformar seus negócios e competir em escala global, além de atender às regulamentações locais”, Tânia Cosentino, Presidente da Microsoft Brasil.

A Microsoft também disse que lançará as zonas de disponibilidade do Azure para oferecer suporte a aplicativos em nuvem para cargas de trabalho para clientes brasileiros na região em 2021.

As zonas de disponibilidade são locais de falha isolados em uma região do Azure, fornecendo energia redundante, refrigeração e rede, além de oferecer suporte a aplicativos com maior disponibilidade e tolerância a erros para falhas do data center.

A Microsoft iniciou suas operações no Brasil há 31 anos e lançou sua primeira região de data center em 2014, no estado de São Paulo. Desde então, o ecossistema da Microsoft no Brasil cresceu para 25.000 parceiros.

Como parte do compromisso global da Microsoft de ser carbono negativo até 2030, a empresa fará a transição de 100% do fornecimento de energia de seus data centers para fontes renováveis ​​até 2025.

Com a nova região, a nuvem global da Microsoft agora tem 65 regiões de nuvem em todo o mundo, atendendo a mais de 1 bilhão de clientes em mais de 90 países, “Com a aceleração da transformação digital e os clientes adotando a tecnologia, era necessário que entregássemos a velocidade dos serviços e possibilitássemos a troca de dados entre os diferentes servidores de nossos clientes de forma ágil, para que fosse fluido para nós, era necessário estarmos localizados perto dos nossos clientes. É por isso que temos um data center há anos ”, disse ela.

Cosentino diz que a área da nuvem cresce e muda a cada dia, “Temos novas regulamentações, a evolução de nossos clientes e novidades que chegam de nosso centro de pesquisa e desenvolvimento, por isso foi necessário investir continuamente nos nossos data centers e infraestruturas ”, comentou.

Ela destaca que, quando uma empresa expande a rede de infraestrutura, mais empregos são gerados em toda a cadeia, “No momento em que você expande sua infraestrutura, você atende melhor o cliente, atende melhor o governo, escolas, hospitais, por isso decidimos investir porque acreditamos que é necessário trazer o Brasil para a competitividade global ”.

Usando IA para proteger a Amazônia brasileira

Ainda na videoconferência, a Microsoft, em colaboração com a Vale e o Imazon, anunciou que usará recursos avançados de Inteligência Artificial para monitorar o desmatamento e incêndios na floresta amazônica durante a próxima estação seca de 2021.

A ideia é que será possível prever as áreas de desmatamento mais prováveis ​​com indicadores preditivos, como estradas abertas ilegais em regiões florestais e dados de imagens de satélite.

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