Energia

Capitalização da Eletrobras prepara sua privatização

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, afirmou que a proposta de aumento de capital de até R$ 10 bilhões, aprovada nesta semana pelo conselho de administração da companhia, prepara a empresa de forma definitiva para a sua privatização, informou o Valor Econômico nesta quarta-feira. Segundo Ferreira Júnior, o governo tem o interesse de enviar o projeto de lei que trata da privatização da Eletrobras ao Congresso até o fim deste mês.

Em teleconferência com analistas e investidores nesta quarta-feira, a empresa informou que o conselho de administração aprovou a convocação para 14 de novembro de assembleia geral extarordinária de acionistas para deliberar sobre o aumento de capital.

De acordo com a estatal, os novos recursos levantados com a operação “têm por objetivo reforçar o caixa da companhia” e fazer frente a seu Plano de Negócios e Gestão 2019-2013, incluindo despesas com planos de desligamento, desligamento de terceirizados, reperfilamento de passivos financeiros e desalavancagem.

Segundo Wilson Ferreira, o sucesso da operação levaria a Eletrobras a avaliar o pagamento, em 2020, da reserva especial de dividendos retidos, no valor de R$ 2,29 bilhões e que parte desse valor seria destinada à União, acionista majoritária da empresa. Ele afirmou ainda que o objetivo da operação não é gerar recursos para o resultado fiscal do governo.

– Não há pressão para para gerar recusos.

Aumento de capital

A empresa informou na segunda-feira que o conselho de administração da companhia aprovou a convocação de uma assembleia geral extraordinária de acionistas para deliberar sobre um aumento de capital por subscrição privada de até R$ 9,98 bilhões.

Um montante mínimo de R$ 4,05 bilhões deverá ser subscrito e integralizado pela União, controladora da empresa, por meio da capitalização de Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital (AFACs).

As ações emitidas na operação terão preço unitário de R$ 35,72 reais para os novos papéis ordinários e de R$ 37,50  para os preferenciais de classe B, definido com base na média ponderada dos últimos 30 pregões da bolsa B3 antes de 7 de outubro pelo volume de ações negociadas no período, considerando-se deságio de 15%.

Os acionistas terão direito de preferência para a subscrição das novas ações na proporção de suas participações no capital da companhia.

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