Economia

Caminhoneiros convocam greve para novembro

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Caminhoneiros convocaram uma greve para 1º de novembro para pressionar o governo a reduzir os custos de combustível e melhorar os salários e as condições para os motoristas.

Três entidades estão liderando o movimento: a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL).

Esta é a primeira vez que as três entidades se unem em uma agenda compartilhada desde a greve dos caminhoneiros de 2018. Naquela ocasião, caminhoneiros bloquearam as rodovias por 10 dias no mês de maio, afetando o transporte em 19 cidades de todo o país e se transformando em uma crise para o governo.

As três entidades deram ao governo federal um prazo de 15 dias para atender às exigências dos caminhoneiros. Participantes do mercado dizem que esse é o momento de maior insatisfação dos caminhoneiros com o governo federal desde a greve de 2018.

A principal reclamação é o aumento dos custos, especialmente de manutenção de veículos e do diesel. Desde o início de 2021, o preço médio do diesel vendido nas refinarias aumentou em 51pc.

Ao mesmo tempo, a adesão a uma possível greve dos caminhoneiros é sempre incerta. Há muitas entidades representando caminhoneiros e que têm visões divergentes. Isto torna difícil a mobilização nacional. Nos últimos anos, várias greves foram convocadas, mas não obtiveram apoio suficiente para resultar em uma greve importante.

Principais demandas

A principal demanda das entidades é a redução dos preços do diesel e a revisão da política de preços da Petrobras, conhecida como Preço de Paridade de Importação (PPI). Eles também solicitam um maior foco na aplicação de preços mínimos de frete, conforme tabela elaborada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Ela foi criada após a greve dos caminhoneiros de 2018, depois de um pedido por melhores pagamentos, mas os motoristas estão pedindo uma maior supervisão governamental sobre a aplicação dos valores da tabela e revisões da metodologia.

Também estão em pauta questões trabalhistas, como melhoria na aposentadoria, a aprovação de um novo modelo regulatório para o transporte rodoviário de cargas e a criação de uma lei para melhorar e criar pontos de parada e descanso de caminhões nas estradas de todo o país.

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