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Brasil vai cortar metas de crédito de carbono para distribuidoras de combustíveis

A ANP, reguladora de hidrocarbonetos do Brasil, reduzirá as metas individuais de crédito de carbono para empresas de distribuição de combustível para 2020, depois de reduzir pela metade a meta geral pré-pandemia da indústria como resultado da desaceleração econômica.

Em 10 de setembro, o Conselho de Política Energética do Brasil, CNPE, reduziu a meta geral de 2020 para a venda de Cbios – instrumentos financeiros negociados na bolsa B3 que são emitidos para produtores de biocombustíveis como créditos de carbono – para 14,53 milhões de créditos dos 28,7 milhões anteriores.

Cada Cbio equivale a retirar uma tonelada de CO2 da atmosfera por meio da substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis.

A ANP disse que sua próxima tarefa é ajustar as metas individuais do Cbio para as distribuidoras de combustíveis, que devem adquirir os créditos de produtores de biocombustíveis para compensar as emissões de gases de efeito estufa de suas vendas de combustíveis fósseis no ano civil anterior.

Cbios são o principal pilar da lei de biocombustíveis da Renovabio, que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa do Brasil em 43% em relação aos níveis de 2005 até 2030.

Logo depois que as restrições à pandemia foram impostas em meados de março, as vendas de combustível despencaram, mas desde então se recuperaram. As vendas de gasolina caíram apenas 0,5% e as vendas de diesel foram 0,6% menores nas duas primeiras semanas de setembro em comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com dados preliminares do Ministério de Minas e Energia.

As vendas do Cbios também se recuperaram, segundo dados da associação de produtores de açúcar e etanol, Unica. Entre 16 e 22 de setembro, cerca de 550.000 Cbios foram vendidos para distribuidores entre R23,50 ($ 4,22) e R32 cada. Isso equivale a cerca de 50% do número total de Cbios adquiridos pelas distribuidoras desde o final de abril, segundo a Unica.

Alguns distribuidores de combustível pediram a suspensão temporária do programa devido ao aumento da incerteza devido à pandemia de Covid-19, mas o governo está mantendo o curso até agora, com metas mais modestas.

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