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Um ano após o primeiro caso, o Brasil ultrapassa 250.000 mortes de Covid-19

Um ano após o primeiro caso confirmado de coronavírus no Brasil, o maior país da América Latina ultrapassou 250.000 mortes por Covid-19, com o vírus ainda se espalhando livremente enquanto uma campanha nacional de vacinação luta para ganhar impulso.

O presidente Jair Bolsonaro, um populista de extrema direita que protestou contra as medidas de bloqueio enquanto dizia que não tomaria nenhuma vacina contra a Covid-19, foi criticado por sua resposta ao vírus.

O Brasil tem o segundo maior número de mortes por Covid-19 do mundo, depois dos EUA, e mais de 10,3 milhões de casos confirmados, o terceiro maior surto atrás dos EUA e Índia.

O vírus matou 251.498 pessoas no Brasil, informou o Ministério da Saúde na noite de quinta-feira, totalizando 1.541 mortes nas últimas 24 horas.

A situação no Brasil parece piorar, graças a uma nova variante que os pesquisadores acreditam ser mais contagiosa. Nas últimas duas semanas, o Brasil registrou a maior média diária de mortes por coronavírus desde o início da pandemia – quase 1.100 – ultrapassando o pico anterior no final de julho.

“O vírus está circulando sem nenhum controle”, disse Christovam Barcellos, do instituto biomédico Fiocruz, financiado pelo governo federal, que fabrica a vacina AstraZeneca Covid-19 do Brasil.

O Brasil vive “um segundo platô”, disse. “Não é uma segunda onda, porque já estamos há mais de cinco semanas com 1.000 mortes por dia.”

O vírus agora está se espalhando principalmente por cidades do vasto interior do Brasil, dizem as autoridades, ajudado pela falta de bloqueios nacionais ou mesmo locais, o que significa que os brasileiros estão se movendo livremente pelo país de dimensões continentais.

Isso tem sido crucial para a disseminação da nova variante do estado do Amazonas, que tem causado alarme internacional e gerado uma recepção gelada para os brasileiros que desejam viajar para o exterior. De acordo com o ministério da saúde, a nova cepa foi identificada em pelo menos 17 estados brasileiros.

Após um início lento e politicamente turbulento, o Brasil conseguiu dar início à vacinação, com mais de 7,5 milhões de vacinas administradas até agora em um país com mais de 210 milhões de habitantes.

A vacina Covid-19 desenvolvida pela chinesa Sinovac Biotech Ltd, principal ferramenta do Brasil para retardar o vírus, é eficaz contra as variantes do Reino Unido e SA, disse o parceiro brasileiro da vacina na semana passada, com testes em andamento para verificar se funciona na variante do Amazonas.

Mas o Brasil está lutando para garantir vacinas suficientes em meio a uma corrida global por suprimentos. O ministério da saúde, que tem apenas dois contratos de fornecimento, recebeu até agora apenas 16 milhões de doses.

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