Geopolítica

Brasil rejeita acordo UE-Mercosul, e destruição na Amazônia pode aumentar

O governo do Brasil disse na terça-feira (22), que discorda das alegações de que um acordo comercial União Europeia-Mercosul aumentaria a destruição na floresta amazônica e criticou as preocupações francesas sobre um acordo como “protecionista”.

Em nota conjunta do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Agricultura, o Brasil questionou um relatório sobre o desmatamento usado pelo governo francês na semana passada para se opor à versão atual do acordo comercial UE-Mercosul.

O relatório, que o Brasil disse ter sido encomendado pelo governo francês, “revela as reais preocupações protecionistas daqueles que o encomendaram quando tratam das concessões agrícolas feitas pela UE ao Mercosul”, disse a nota do Brasil.

A declaração do Brasil veio depois que Augusto Heleno, conselheiro de segurança nacional do presidente Jair Bolsonaro, disse à rádio local Bandeirantes que o país poderia retaliar com seus próprios bloqueios comerciais contra países que boicotaram produtos brasileiros por motivos ambientais.

Em vez disso, um acordo comercial, segundo o comunicado brasileiro, reforçaria os compromissos multilaterais e as melhores práticas em matéria de meio ambiente.

A UE mantém conversações com o grupo do Mercosul formado pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, o quarto maior bloco comercial do mundo, uma preocupação tem sido o impacto do futuro acordo sobre as florestas e o clima.

Bolsonaro está sob escrutínio internacional por suas políticas ambientais, no início da terça-feira (22), ele defendeu seu histórico ambiental nas Nações Unidas.

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