Economia

Brasil reduz previsão de dívida para 2021 para 87,2% do PIB de 96,7%

O Tesouro nacional cortou nesta quinta-feira sua previsão de dívida para 2021, embora tenha dito que a dívida continuará subindo nos próximos anos, mesmo dia em que reportou um superávit público surpresa para o mês de março.

O Tesouro agora vê a dívida pública total terminando este ano em 87,2% do Produto Interno Bruto, significativamente abaixo da estimativa anterior de 96,7% em sua última perspectiva de longo prazo publicada em outubro.

O crescimento nominal do PIB e as transferências de caixa antecipadas para o Tesouro dos bancos estatais melhorarão as perspectivas de curto prazo, mas não superarão as taxas de juros crescentes e os déficits primários contínuos no longo prazo, disse o Tesouro.

“Devemos seguir em frente com essa agenda (de disciplina fiscal), principalmente por se proteger contra novas obrigações permanentes e melhorar a qualidade dos gastos públicos”, disse o Tesouro.

Se precisas, as novas previsões significariam que os 88,8% do PIB do ano passado seriam o recorde da dívida brasileira.

As previsões do Tesouro acompanharam números que mostraram que o governo registrou superávit orçamentário excluindo pagamentos de juros de 2,1 bilhões de reais em março, ante um déficit de 21,1 bilhões de reais há um ano.

Economistas em uma pesquisa da Reuters previam um déficit de 3,1 bilhões de reais.

A receita líquida saltou 21,3% em termos reais para 118,1 bilhões de reais, e os gastos caíram 3,1% em termos reais, para 116 bilhões de reais, informou o Tesouro.

No primeiro trimestre do ano, o governo teve um superávit de 24,4 bilhões de reais, ante um déficit de 2,9 bilhões de reais no mesmo período do ano passado, informou o Tesouro. O balanço deveu-se a um aumento de 7,6% na receita, em termos reais.

O déficit primário acumulado nos 12 meses até março foi de 759,5 bilhões de reais, no valor de 9,5% do Produto Interno Bruto, informou o Tesouro.

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